Premiação

Pesquisadores de Imperatriz recebem título internacional

Os professores e alunos estudaram o uso sustentável do buriti no oeste maranhense.

Imirante Imperatriz, com informações da assessoria

Atualizada em 27/03/2022 às 11h58

IMPERATRIZ – Uma pesquisa desenvolvida por professores e alunos de Imperatriz ganhou a primeira colocação em meio a cinco mil projeto de todo o mundo. O trabalho foi apresentado no XXII Congresso Internacional de Educação Ambiental, que classificou cinco projetos para a final. O trabalho imperatrizense foi o grande vencedor.

O artigo com o tema “O uso sustentável do Buriti: uma alternativa ao desenvolvimento das comunidades rurais do oeste maranhense” foi publicado na revista Internacional de Desenvolvimento Ambiental, a Free Preview, da Universidade de Paris.

A pesquisa foi orientada pelo professor de uma faculdade particular de Imperatriz Timóteo Soares, que recebeu o título de cientista qualificado pela publicação. Participaram da pesquisa os acadêmicos Emily Ferreira Soares (Engenharia Florestal – Universidade Federal do Tocantins), Carlos Pereira Martins (Enfermagem), que receberam o título de pesquisadores qualificados juntamente com os docentes do curso de Nutrição, Jaisane Lobato e Marluce Coutinho.

“Foi uma honra receber esse título como 1º colocado e ter o artigo publicado em uma revista internacional de impacto A, onde somente cientistas famosos do mundo inteiro publicam. Isso prova que nós temos a mesma qualidade dos trabalhos de docentes e discentes que outras universidades realizam”, afirmou Timóteo.

O estudo

A pesquisa teve início em 2010 como objetivo contribuir para a conservação e o uso sustentável das florestas nativas, por meio do estímulo ao desenvolvimento da cadeia produtiva do buriti. Além disso, busca avaliar o potencial econômico da extração para oferecer subsídios por meio de atividades, onde a população pode compreender o manejo sustentável dos buritizais.

Os trabalhos foram realizados na comunidade de Serra Quebrada, município de Governador Edison Lobão, a 35 km de Imperatriz. Os pesquisadores iniciaram o projeto com oficinas ensinando as condições de higiene quanto ao manuseio do fruto, a extração da polpa e do óleo, além da produção do caldo.

Com análises químicas feitas em laboratório, perceberam que os produtos derivados da polpa do buriti são ricos em nutrientes, e podem ser utilizado na alimentação de crianças resolvendo assim, os problemas da fome e da desnutrição, não só no Brasil, como nos países onde se encontra a palmeira (Peru, Venezuela, Equador, Suriname, Guianas).

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