Tribunal do Júri

Audiência de instrução de prefeito acusado de matar PM acontece hoje

Prefeito de Igarapé Grande é acusado de matar policial militar, e Justiça negou pedido da defesa para adiar a audiência por falta de laudo toxicológico

Ipolítica

Atualizada em 02/03/2026 às 09h57
Audiência de João Vitor Moura ocorre nesta segunda (2) em Pedreiras; prefeito é acusado de matar policial militar. (Foto: Reprodução)

IGARAPÉ GRANDE – A audiência de João Vitor Moura Xavier, prefeito de Igarapé Grande, acontece hoje (2), às 9h, na 2ª Vara da Comarca de Pedreiras. Ele é acusado de matar um policial militar em julho de 2025.

A Justiça negou pedido da defesa para adiar o ato processual em razão da ausência do laudo toxicológico da vítima.

Justiça rejeita pedido de adiamento 

A decisão foi proferida pelo juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, que entendeu não haver impedimento para a realização da audiência de João Vitor Moura.

Nos autos já consta o exame cadavérico, que atestou a morte por “choque hipovolêmico hemorrágico decorrente de perfurações por projéteis de arma de fogo”.

Segundo o magistrado, o laudo toxicológico pode trazer informações complementares, mas não é requisito para comprovar a materialidade do crime nem condição para a realização da audiência no procedimento do Tribunal do Júri.

O juiz também citou o artigo 563 do Código de Processo Penal, que estabelece que não há nulidade sem demonstração de prejuízo concreto. Para ele, a defesa não comprovou dano imediato que justificasse a suspensão do ato.

Duração do processo

Ao manter a realização da audiência, o magistrado ressaltou a necessidade de garantir a duração razoável do processo, especialmente por se tratar de crime doloso contra a vida, de competência do Tribunal do Júri.

Apesar disso, determinou a expedição de ofício ao órgão pericial, um prazo de 10 dias para informar o estágio do laudo toxicológico e o direito da defesa de se manifestar após a juntada do documento

A audiência de instrução é a etapa em que são ouvidas testemunhas e as partes apresentam suas versões. Ao final, o juiz decide se o réu será pronunciado e levado a julgamento pelo Tribunal do Júri Popular.

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