CIDELÂNDIA – Um policial militar e um policial penal estão entre os quatro homens presos na madrugada desta quarta-feira (11), na Estrada do Arroz, rodovia que liga a zona rural de Imperatriz a Cidelândia, suspeitos de sequestrar e torturar uma idosa.
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De acordo com a Polícia Militar, a prisão foi realizada por equipes do 32º Batalhão. O grupo foi abordado enquanto estava fortemente armado. Entre os detidos estão um policial militar lotado na Patrulha Rural e um policial penal que atua em Davinópolis.
Com os suspeitos, foram apreendidos uma escopeta, uma pistola calibre .40, um revólver, uma arma de choque, colete balístico e munições.
Idosa teria sido torturada com choques elétricos
Segundo as investigações, os quatro homens teriam sequestrado e torturado a vítima, inclusive com o uso de choque elétrico. A idosa é mãe de Wesley Silva, de 23 anos, que está sendo procurado por suspeita de envolvimento na morte de um empresário da região.
As agressões teriam como objetivo obter informações sobre o paradeiro do filho. Após as torturas, a vítima foi abandonada às margens da Estrada do Arroz. Ela reconheceu os suspeitos.
Crime contra empresário
Wesley Silva é apontado como suspeito de assassinar a tiros o empresário Róbson Rodrigues Trajano Neto, no dia 7 de janeiro de 2026. O crime ocorreu na MA-125, entre os municípios de Cidelândia e Vila Nova dos Martírios, quando a vítima retornava de sua fazenda. O empresário foi morto em uma emboscada, na presença do filho.
Wesley chegou a ser preso pelo assassinato, mas foi solto por não estar em situação de flagrante. Ele passou a responder em liberdade e, posteriormente, fugiu. Atualmente, há um pedido de prisão em aberto contra ele.
Investigação e medidas administrativas
Os quatro presos podem responder pelos crimes de cárcere privado e tortura.
Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública informou que o caso está sendo investigado pela Polícia Civil. Em relação ao policial militar envolvido, a Secretaria destacou que não compactua com condutas ilegais praticadas por integrantes da corporação e que foi determinada a imediata instauração de procedimento administrativo para apurar os fatos, podendo o militar sofrer as penalidades previstas em lei.
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