crime ambiental

Ibama interdita movelaria ligada a madeira ilegal no MA

Estabelecimento funcionava em Centro Novo do Maranhão; operação também interditou outros oito empreendimentos e aplicou mais de R$ 500 mil em multas.

Imirante.com

Ibama interdita movelaria ligada a madeira ilegal no Maranhão. (Reprodução/TV Mirante)

CENTRO NOVO DO MARANHÃO - Uma movelaria clandestina que utilizava madeira extraída ilegalmente de terras indígenas para fabricar peças de armas de fogo foi fechada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Centro Novo do Maranhão. A ação faz parte de uma operação de combate à exploração ilegal de madeira realizada em conjunto com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Batalhão de Polícia Ambiental.

Durante a fiscalização, os agentes identificaram que o estabelecimento utilizava madeira sem origem comprovada para a produção de coronhas e outras peças destinadas a armas de fogo. A suspeita é de que o material estivesse sendo empregado em atividades criminosas, incluindo crimes ambientais praticados dentro de áreas protegidas. O proprietário da movelaria foi autuado pelas irregularidades constatadas.

Fiscalização encontrou espécies retiradas de áreas protegidas

Madeira extraída era usada para fabricação de armas. (Reprodução/TV Mirante)

Segundo o Ibama, as madeiras mais utilizadas eram espécies nobres como cedro, roxinho e andiroba, encontradas principalmente em terras indígenas e unidades de conservação da Amazônia maranhense.

De acordo com o analista ambiental do órgão, Givanildo Lima, a exploração ilegal dessas espécies tem sido recorrente na região.

"O que temos encontrado é uma grande quantidade de empreendimentos utilizando madeira de origem ilegal, que são espécies encontradas apenas em áreas protegidas, sejam terras indígenas ou unidades de conservação do que ainda resta da Amazônia aqui no Maranhão", afirmou.

Operação já fechou nove estabelecimentos

Além da movelaria em Centro Novo do Maranhão, a operação também resultou no fechamento de outros oito empreendimentos que utilizavam madeira de origem ilegal. Ao todo, foram apreendidos mais de 50 mil metros cúbicos de madeira e aplicadas multas que somam mais de R$ 500 mil.

As ações tiveram início no último dia 8 e seguem em andamento nas regiões das terras indígenas Alto Turiaçu, Awá e Turiaçu, áreas que concentram parte dos remanescentes da Amazônia no Maranhão. O objetivo é combater a extração ilegal de madeira e proteger os territórios indígenas da região.

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