ELEIÇÕES 2026

Rogério Marinho admite não ter provas de fraude eleitoral e diz que carta de Flávio foi desabafo

Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho afirmou que não há provas de fraude eleitoral e atribuiu acusações do aliado a um desabafo.

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Marinho nega fraude eleitoral e explica carta de Flávio (Reprodução)

BRASÍLIA – O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), admitiu nesta quarta-feira (28) que não existem provas de fraude eleitoral na eleição vencida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorreu após a divulgação de uma carta em que Flávio questiona o resultado das urnas e se apresenta como liderança política do país.

Durante entrevista coletiva no Senado Federal, Marinho afirmou que nem ele nem o Partido Liberal podem sustentar a acusação feita pelo candidato derrotado.

"O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido", declarou.

O senador também classificou as manifestações de Flávio Bolsonaro como uma espécie de desabafo após a decisão de deixar o Brasil e viajar com a família para os Estados Unidos.

Rogério Marinho comenta carta de Flávio Bolsonaro

A manifestação de Flávio Bolsonaro foi publicada inicialmente na rede social X. Na primeira versão, o senador se apresentava como o verdadeiro vencedor da eleição presidencial.

Cerca de 30 minutos depois, a publicação foi excluída e substituída por outro documento, no qual Flávio passou a se identificar como líder do Brasil.

Questionado sobre a alteração, Rogério Marinho atribuiu a mudança a um possível problema na elaboração do texto.

"Acredito que deve ter havido algum problema na confecção da carta", afirmou.

O coordenador da campanha também defendeu a posição política do aliado, argumentando que a votação recebida por Flávio o coloca como principal representante da direita brasileira.

Saída de Flávio Bolsonaro do Brasil

Rogério Marinho afirmou que Flávio Bolsonaro estaria na condição de exilado nos Estados Unidos, embora tenha deixado o país voluntariamente e sem ordem judicial de prisão.

Antes da viagem, havia contra o senador uma determinação para entregar seus passaportes à Polícia Federal (PF).

Na avaliação de Marinho, as circunstâncias enfrentadas pelo aliado impediriam sua atuação como líder da oposição em território brasileiro.

"Na verdade, é o que ele pode fazer. Porque aqui no Brasil é impossível, pelo menos pelos sinais que estavam sendo demonstrados, que ele pudesse exercer esse papel [de líder da oposição]", declarou.

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil em um avião fretado que partiu da Argentina. Em comunicado divulgado por sua assessoria, afirmou que pretende comandar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos.

O senador também responde a investigações relacionadas a suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas. Entre os procedimentos estão apurações envolvendo plataformas de apostas e o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai.

Marinho rejeita intervenção dos Estados Unidos

O líder da oposição também comentou a manifestação do presidente norte-americano, Donald Trump, que afirmou não pretender se envolver na controvérsia provocada pela carta de Flávio Bolsonaro.

Marinho reconheceu que Trump pode se posicionar sobre questões internacionais, mas defendeu que os problemas políticos brasileiros sejam resolvidos internamente.

"Eu espero que não haja nenhuma intervenção no processo interno do Brasil", afirmou.

Resultado das eleições foi reconhecido pelo PL

Na carta, Flávio Bolsonaro questionou a legitimidade da eleição e criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a ampliação do horário de votação até as 19h.

A medida havia sido solicitada pelas campanhas do PL e do PT.

No segundo turno, realizado no domingo (25), Lula recebeu 64 milhões de votos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve pouco mais de 59 milhões.

Segundo os dados apresentados, a prorrogação de duas horas no período de votação resultou em apenas 34.393 votos adicionais.

O resultado da eleição foi reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e por lideranças internacionais.

O próprio PL, partido de Flávio Bolsonaro, também reconheceu a vitória de Lula nas urnas.

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