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Oposição pede cassação de deputado do PL que disparou arma em casa noturna de SP

Mônica Seixas pede cassação do deputado Marcelo Aguiar na Alesp após disparo em boate e uso irregular de placa oficial em seu veículo BYD particular.

Ipolítica, com informações de O Globo

Oposição pede cassação de Marcelo Aguiar (PL) após disparo em boate que atingiu de raspão o apresentador Fred Bruno, da TV Globo. (Assembleia Legislativa de SP)

BRASIL – A deputada estadual Mônica Seixas (PSOL) protocolou, nesta segunda-feira (19), uma representação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) pedindo a cassação do mandato do deputado Marcelo Aguiar (PL). O parlamentar disparou uma arma de fogo em uma casa noturna na noite de domingo (18), e o tiro atingiu de raspão o apresentador Fred Bruno, da TV Globo.

O documento solicita a apuração das circunstâncias do disparo e a abertura de um procedimento disciplinar por quebra de decoro parlamentar.

Oposição também questiona uso de placa oficial

Além do episódio na casa noturna, a representação pede que seja investigado o possível uso irregular de uma placa de representação parlamentar em um veículo particular.

Segundo o documento, Aguiar estaria utilizando um carro BYD preto que não integra a frota oficial da Alesp, mas circulava com uma placa vinculada a outro veículo, um Toyota Corolla.

Em comunicado à imprensa, Mônica Seixas afirmou que os dois episódios precisam ser esclarecidos.

“São dois fatos graves que precisam ser esclarecidos: o disparo de arma de fogo em uma festa, colocando em risco a segurança das pessoas, e a utilização de uma placa oficial da Assembleia Legislativa em um veículo particular que não consta no cadastro da Casa”, declarou.

A deputada também explicou que a representação pede a abertura de um procedimento no Conselho de Ética e a cassação do mandato caso seja comprovada a quebra de decoro parlamentar.

Deputado não conseguiu se reeleger

O caso ocorre nos últimos meses do mandato de Marcelo Aguiar na Assembleia Legislativa. Nas eleições de 2026, o deputado recebeu 37.585 votos, mas não conseguiu se reeleger e ficou como suplente para a próxima legislatura.

Caso perca o mandato, Aguiar deixará de receber como deputado estadual por quatro meses.

Tecnicamente, o documento apresentado por Mônica Seixas é uma denúncia por quebra de decoro parlamentar, com pedido de instauração de procedimento disciplinar e cassação do mandato.

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