BRASIL – A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para contestar a atuação da Meta, empresa responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp. Em uma petição apresentada na sexta-feira (16), os advogados alegam que a candidatura do PL está sendo prejudicada pela distribuição paga de propaganda negativa nas redes sociais.
A equipe pediu para ingressar em um processo já ajuizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a empresa, no qual o TSE determinou que a Meta não interfira na distribuição de conteúdo político-eleitoral relacionado a qualquer candidato.
Segundo os advogados de Flávio, a propaganda negativa impulsionada estaria ocorrendo em escala superior contra o candidato no segundo turno, apesar de a legislação eleitoral proibir esse tipo de anúncio.
Flávio Bolsonaro pede medidas contra propaganda negativa
Na ação, os advogados acusam a Meta de não cumprir o dever de impedir a veiculação de propaganda negativa paga. A equipe também aponta a existência de anúncios que considera irregulares, com exemplos e levantamentos numéricos apresentados ao TSE.
Os representantes da campanha afirmam que há conteúdo negativo impulsionado pela página oficial de Lula, além de anúncios atribuídos a páginas que classificam como falsas, pessoas físicas e pessoas jurídicas, como sindicatos e blogs.
A defesa de Flávio pediu ao tribunal, entre outras medidas, que a Meta seja obrigada a:
Impedir que pessoas físicas e jurídicas que não sejam candidatos, partidos, federações ou coligações contratem impulsionamento pago;
Bloquear o impulsionamento de conteúdos com informações consideradas notoriamente inverídicas ou gravemente descontextualizadas, inclusive quando contratados por candidatos e partidos;
Não aprovar nem distribuir anúncios pagos com propaganda negativa contra qualquer candidatura que dispute o segundo turno, além de suspender, em até 24 horas, os anúncios desse tipo que já estejam no ar.
Os pedidos serão analisados pelo ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze.
Lula também acionou a Meta no TSE
A iniciativa da campanha de Flávio foi apresentada no mesmo processo movido por Lula na quarta-feira (14). Na ação, a campanha do presidente questionou a atuação da Meta em relação à distribuição de conteúdo político-eleitoral nas redes sociais.
Na quinta-feira (15), o TSE tomou decisão favorável a Lula e determinou que a empresa não interferisse na distribuição de conteúdo político-eleitoral sobre qualquer candidato.
O que diz a Meta
Após a decisão do TSE, a Meta afirmou, na sexta-feira (16), que não toma partido nas eleições brasileiras.
“Não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição”, declarou a empresa. Em nota, também afirmou que seus sistemas não classificam nem distribuem conteúdo com base em ideologia política e que suas regras são aplicadas igualmente a todos.
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.