SEGURANÇA PÚBLICA

CCJ do Senado aprova PEC da Segurança Pública; texto segue ao plenário

Após votação rápida de 10 minutos na CCJ do Senado, a PEC da Segurança Pública segue ao plenário; governo Lula quer aprovar a proposta antes do 2º turno.

Ipolítica, com informações do G1

CCJ do Senado aprova PEC da Segurança Pública (Ton Molina/Agência Senado)

BRASÍLIA – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado concluiu, nesta quarta-feira (14), a aprovação da PEC da Segurança Pública. A proposta de emenda à Constituição segue agora para análise do plenário, após uma votação que durou cerca de 10 minutos.

A medida é uma das prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pretende criar o Ministério da Segurança Pública após a aprovação da proposta.

O texto-base já havia recebido aval da comissão em 2 de setembro. Na ocasião, porém, três pontos apresentados para votação separada ficaram pendentes de análise.

Nesta quarta-feira, o relator da matéria, senador Rogério Carvalho (PT-SE), rejeitou as alterações sugeridas e preservou a versão aprovada pela Câmara dos Deputados.

A decisão busca acelerar a tramitação da PEC e permitir que a votação seja concluída antes do segundo turno das eleições de 2026.

PEC da Segurança Pública prevê integração das polícias

Um dos principais pontos da proposta é a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição Federal.

O objetivo é ampliar a integração entre as forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado.

Pelo texto, União, estados e Distrito Federal poderão legislar sobre segurança pública, incluindo a organização das polícias, das guardas municipais e do sistema socioeducativo.

A proposta também contempla a criação de forças-tarefa entre diferentes esferas de governo para atuação conjunta na área.

Combate a facções e restrições a benefícios penais

A PEC da Segurança Pública estabelece medidas voltadas ao enfrentamento de organizações criminosas, grupos paramilitares e milícias privadas.

Entre as mudanças previstas estão regras mais rígidas para crimes violentos e atividades relacionadas a facções criminosas.

A proposta estabelece:

  • Obrigatoriedade de cumprimento de prisão em estabelecimentos penais de segurança máxima ou de natureza especial
  • Proibição ou restrição à progressão de regime
  • Restrições à concessão de liberdade provisória, com ou sem fiança
  • Limitações à saída temporária
  • Possibilidade de expropriação de bens, direitos e valores econômicos vinculados às atividades criminosas

 

As medidas integram o conjunto de alterações previstas para o enfrentamento ao crime organizado.

Polícias municipais e ampliação das atribuições da PRF

Outro ponto da PEC é a possibilidade de criação de polícias municipais destinadas ao policiamento ostensivo e comunitário.

O texto também amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), permitindo sua atuação no policiamento de ferrovias e hidrovias.

A corporação poderá ainda prestar apoio a outras forças de segurança quando houver solicitação do governador.

A proposta mantém a Polícia Federal e a PRF sob competência privativa da União, assim como a definição de normas relacionadas às atividades de inteligência.

Próxima etapa é a votação no plenário do Senado

Com a conclusão da análise na CCJ, a PEC da Segurança Pública está pronta para ser apreciada pelo plenário do Senado.

A manutenção do texto aprovado pela Câmara faz parte da estratégia para acelerar a conclusão da tramitação.

O governo Lula pretende garantir a aprovação da proposta antes do segundo turno das eleições e, posteriormente, avançar com a criação do Ministério da Segurança Pública.

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