ESTRATÉGIA DE CAMPANHA

Campanha de Lula associa “tesouraço” de Flávio Bolsonaro a cortes em programas sociais

Campanha de Lula associa proposta de “tesouraço” de Flávio Bolsonaro a cortes em programas sociais registrados no governo Jair Bolsonaro.

Ipolítica, com informações de O Globo

Lula associa “tesouraço” de Flávio a cortes em programas sociais (Reprodução)

BRASIL – A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a associar o chamado “tesouraço” defendido por Flávio Bolsonaro (PL) a cortes e reduções de recursos registrados durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A estratégia começou a ser adotada nesta terça-feira (6), no segundo turno da eleição presidencial.

Uma peça divulgada pela campanha cita áreas como Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, Mais Médicos, combate ao câncer, construção de cisternas, merenda escolar e prevenção de desastres entre as políticas que teriam sofrido redução de recursos na gestão anterior.

“Flávio Bolsonaro vive dizendo que vai fazer um tesouraço no Brasil. Mas, quando um dos Bolsonaros fala em corte, é preciso relembrar para não repetir”, afirma o material.

Campanha amplia confronto com Flávio Bolsonaro

A divulgação faz parte de uma mudança de estratégia da campanha de Lula para o segundo turno. Depois de concentrar a primeira etapa da disputa na apresentação de realizações do atual governo, aliados passaram a defender comparações mais diretas entre os dois candidatos.

No vídeo, a campanha busca vincular Flávio Bolsonaro à administração do pai e afirma que uma eventual vitória do candidato do PL poderia resultar em novos cortes nas políticas sociais.

“Agora, Flávio Bolsonaro quer dar continuidade ao legado perverso do pai e cortar tudo aquilo que o povo reconquistou. Não deixe esse pesadelo voltar. Bolsonaros nunca mais”, diz a peça.

Rejeição dos candidatos

A ofensiva ocorre após Lula e Flávio Bolsonaro aparecerem empatados em rejeição no último levantamento do Datafolha antes do primeiro turno. Segundo a pesquisa citada, 45% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum em cada um dos candidatos.

Integrantes da campanha de Lula avaliam que aumentar a rejeição ao adversário pode ter peso na disputa do segundo turno. A estratégia prevê ainda recuperar episódios do governo Jair Bolsonaro e reforçar diferenças entre os dois projetos políticos.

Após a votação de domingo, Lula classificou o segundo turno como uma “outra campanha”. A peça sobre o “tesouraço” é uma das primeiras ações dessa nova estratégia, com foco em associar Flávio Bolsonaro às decisões tomadas durante o governo do pai.

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