BRASIL – O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta sexta-feira (18) que o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo federal representa uma tentativa de “comprar voto”. O benefício mínimo passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro.
Caiado fez a declaração durante entrevista em vídeo à “Gazeta do Povo”. Ao comentar o aumento de R$ 91 no valor mínimo do programa, o candidato associou a medida ao período eleitoral.
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“À véspera de uma eleição, você vê uma atitude populista como essa aí, de querer dizer: ‘Agora eu vou aumentar R$ 91 no Bolsa Família.’ Isso é brincar com a inteligência do brasileiro, desrespeitar a inteligência do brasileiro e achar que o cidadão, a 16 dias, pode mudar e comprar o voto por mais R$ 90.”
O governo federal informou que o reajuste corresponde à reposição inflacionária acumulada desde o início da gestão Lula, em 2023, até agosto deste ano.
Caiado critica Lula e Bolsonaro
Durante uma rodada de perguntas de resposta rápida, Caiado fez críticas aos dois últimos presidentes da República.
Ao ser questionado sobre Lula, que disputa a reeleição pelo PT, o candidato o classificou como “ladrão do futuro brasileiro”.
Sobre Jair Bolsonaro (PL), Caiado afirmou que o ex-presidente conseguiu unir a direita brasileira, mas fez uma avaliação negativa de sua gestão.
“Conseguiu unir a direita brasileira, mas não soube governar”, disse Caiado.
Candidato comenta crise no STF
Caiado também foi questionado sobre a crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF).
Sobre Mendonça, relator das investigações relacionadas ao Banco Master, o candidato afirmou que o ministro estaria isolado, mas elogiou sua atuação no caso.
“Resistindo, mas está de uma certa maneira isolada. Mas tem os cumprimentos hoje da população brasileira por ter tido a coragem de desnudar.”
Em relação a Moraes, que é alvo de questionamentos relacionados ao caso Banco Master, Caiado criticou a atuação do ministro.
“Já passou o momento de poder saber que seu comportamento não é compatível com o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal.”
O candidato também afirmou ser favorável ao impeachment de ministros do STF quando houver motivos previstos para a medida.
Caiado defende anistia para condenados pelo 8 de Janeiro
Durante a entrevista, Caiado classificou os atos de 8 de Janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília, como “uma baderna”.
Apesar da avaliação sobre os atos, o candidato defende a anistia para pessoas condenadas pelos episódios, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em setembro de 2025, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
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