Prisão domiciliar

Moraes autoriza Bolsonaro a ficar com sogro durante campanha de Michelle

Alexandre de Moraes autoriza Jair Bolsonaro a receber cinco familiares, incluindo seu sogro, durante a campanha de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo PL.

Ipolítica, com informações de O Globo

Moraes autoriza Bolsonaro a receber o sogro e outros quatro familiares durante a campanha de Michelle ao Senado. (Cristiano Mariz/Agência O Globo)

BRASIL – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a receber visitas permanentes de cinco familiares durante o período em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro estiver fora de casa em razão da campanha ao Senado.

A defesa havia solicitado que os familiares pudessem permanecer na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar sem a necessidade de uma nova autorização judicial a cada visita.

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Entre os autorizados está Vicente de Paulo Reinaldo, pai de Michelle. Também foram incluídos Geovanna Kathleen Ferreira Lima, Maisa Torres Antunes, Renato Antônio Bolsonaro e Suyane Lanuze Ferreira Lima.

Regras para as visitas

Moraes determinou que as visitas sigam as mesmas regras que seriam aplicadas ao estabelecimento prisional ao qual Bolsonaro estaria vinculado caso não estivesse em prisão domiciliar.

Os cinco familiares deverão fazer cadastro prévio, de acordo com as normas da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal.

As visitas poderão ocorrer somente às quartas-feiras e aos sábados, em uma das três faixas de horário estabelecidas:

  • das 8h às 10h;
  • das 11h às 13h;
  • das 14h às 16h.

Na decisão, Moraes considerou a autorização permanente para familiares uma medida “razoável” e compatível com os princípios da eficiência e da celeridade processual.

O ministro ressaltou, porém, que a presença de terceiros na residência onde é cumprida a prisão domiciliar é excepcional e deve respeitar as restrições impostas a Bolsonaro.

Defesa teve outro pedido negado

Moraes também rejeitou o pedido da defesa para incluir Sérgio Rocha Cordeiro e Max Guilherme Machado de Moura entre os profissionais autorizados a exercer atividades de rotina na residência do ex-presidente.

Os dois ex-auxiliares foram investigados no caso envolvendo a inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19.

Durante o mandato presidencial de Bolsonaro, ambos trabalharam como assessores e continuaram na equipe de apoio ao ex-presidente depois que ele deixou o Palácio do Planalto.

Eles foram afastados posteriormente, após passarem à condição de investigados no inquérito que apurou a inserção de dados falsos nos registros de vacinação.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, por tentativa de golpe de Estado.

Moraes autorizou a prisão domiciliar temporária em 24 de março, após problemas de saúde. Em 3 de julho, o ministro manteve a medida e preservou as cautelares anteriormente impostas ao ex-presidente.

A autorização para as visitas dos familiares ocorre enquanto Michelle Bolsonaro é candidata ao Senado pelo PL e deve participar de atividades de campanha fora da residência.

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