Decisão judicial

Defesa de Bolsonaro informa ao STF retomada de agendamento de visitas gerais

Após fim de prazo estabelecido por Alexandre de Moraes, defesa de Jair Bolsonaro confirma ao STF que voltará a agendar visitas gerais ao ex-presidente.

Ipolítica, com informações do G1

Defesa de Bolsonaro comunica ao STF que retomará agendamento de visitas gerais após fim da suspensão de 30 dias determinada por Moraes. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasi)

BRASIL – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (21), que retomará o agendamento de visitas gerais ao ex-presidente. A suspensão havia sido determinada pelo ministro Alexandre de Moraes por 30 dias e o prazo terminou na semana passada.

Segundo os advogados, os agendamentos voltarão a ser realizados conforme as regras estabelecidas anteriormente, diretamente com o Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM). As demais medidas cautelares determinadas pelo STF continuam em vigor.

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Transcorrido o referido prazo, cumpre informar, para ciência e registro, que serão retomados os agendamentos de visitas nos moldes anteriormente fixados”, informou a defesa no comunicado encaminhado ao STF.

Bolsonaro está em prisão domiciliar em razão da condenação por tentativa de golpe de Estado. Durante o período de suspensão, permaneceram autorizadas as visitas das equipes médica e fisioterapêutica e dos advogados.

Visitas com finalidade político-eleitoral continuam proibidas

Apesar do fim da suspensão de 30 dias, a decisão que impede visitas com finalidade político-eleitoral continua valendo até o término das Eleições 2026.

Entre as visitas proibidas está a do filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. A restrição foi determinada depois que Flávio divulgou, durante uma transmissão em uma rede social, uma carta escrita pelo pai.

Moraes considerou que a divulgação do documento desrespeitou a determinação que proibia Bolsonaro de utilizar redes sociais diretamente ou por meio de terceiros. Para o ministro, a transmissão caracterizou desvio de finalidade do direito de visita.

A defesa de Bolsonaro recorreu da decisão e classificou a restrição às visitas político-eleitorais como “genérica”, alegando que a medida não teria respaldo constitucional ou legal.

Pedido de visita de Milei também foi negado

Além da proibição envolvendo Flávio Bolsonaro, Moraes também negou um pedido para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visitasse o ex-presidente.

O encontro estava previsto para 25 de julho, mesma data em que ocorreu a convenção nacional do PL que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República.

Com o fim do prazo de 30 dias da suspensão geral, a defesa afirma que os pedidos de visitas que não tenham finalidade político-eleitoral poderão voltar a ser agendados, desde que observadas as demais determinações judiciais ainda vigentes.

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