Articulação em Brasília

Alcolumbre envia fim da escala 6x1 e PEC da Segurança para comissões no Senado

Presidente do Senado encaminhou propostas prioritárias à CCJ após diálogo com o Planalto, mas votação em plenário deve ficar para depois das eleições de 2026.

Ipolítica, com informações do g1

Alcolumbre encaminha ao Senado propostas do governo sobre escala 6x1, segurança pública, minerais críticos e terras raras. (Foto: divulgação)

BRASIL – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhou nesta sexta-feira (14) para análise das comissões três propostas consideradas prioritárias pelo governo federal: o fim da escala 6x1, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e o projeto que estabelece o marco legal de minerais críticos e terras raras.

A decisão ocorreu após reuniões entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os temas estavam parados no Senado em meio ao distanciamento entre os dois.

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Apesar do encaminhamento, a avaliação no Senado é que as propostas devem ser votadas somente após as eleições de 2026.

Propostas encaminhadas por Alcolumbre

As três matérias encaminhadas para análise são:

  • PEC que prevê o fim da escala 6x1, com seis dias de trabalho para um de folga;
  • PEC da Segurança Pública;
  • projeto de lei que estabelece o marco legal de minerais críticos e terras raras.

O envio de uma PEC ou projeto de lei para as comissões significa que a proposta começa a ser analisada formalmente pelo Senado. Essa é uma etapa inicial da tramitação antes da votação.

As duas PECs foram encaminhadas à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde deverão tramitar antes de uma eventual votação no plenário.

Ainda não constava no sistema do Senado qual seria o destino do projeto sobre minerais críticos. Outra proposta semelhante já passou pela Comissão de Assuntos Econômicos e pela Comissão de Infraestrutura.

Reaproximação entre Lula e Alcolumbre

Em nota, Alcolumbre afirmou que teve uma "importante conversa institucional" com Lula na quarta-feira (12).

Segundo o presidente do Senado, o encontro serviu para discutir as prioridades do governo e a agenda legislativa de interesse do país.

Alcolumbre afirmou ainda que, na condição de presidente do Congresso Nacional, tem a responsabilidade de garantir o encaminhamento das matérias submetidas ao Parlamento.

Os temas estavam parados em razão do rompimento entre Alcolumbre e Lula após a rejeição, pelo Senado, da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Nas últimas semanas, os dois retomaram o diálogo e se encontraram três vezes apenas nesta semana.

Votação deve ocorrer após as eleições

Apesar de o encaminhamento das propostas representar um gesto de Alcolumbre ao governo e a Lula às vésperas do início da campanha eleitoral, a avaliação no Senado é que os projetos só devem ser votados depois das eleições.

Durante o período eleitoral, o Congresso terá apenas mais uma semana de esforço concentrado, prevista para o início de setembro.

Além da pauta de segurança pública, o governo também tem interesse no avanço da medida provisória que encerrou a chamada "taxa das blusinhas" e em propostas relacionadas à exploração de minerais críticos e terras raras.

Alcolumbre deve apoiar chapa de Lula

A reaproximação entre Lula e Alcolumbre também teve reflexos no cenário eleitoral.

Após a reunião entre os dois, o ministro das Relações Institucionais afirmou que, independentemente da tramitação das propostas no Senado, Alcolumbre apoiará a chapa petista nas eleições de 2026.

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