Poder Judiciário

Flávio Dino defende reforma no Judiciário, mas afasta crise terminal

Ministro Flávio Dino defende reforma no Judiciário, mas nega a existência de uma crise terminal e apocalíptica no sistema de justiça brasileiro.

Ipolítica, com informações do g1

Flávio Dino defende reforma no Judiciário, cita problemas no sistema e rejeita diagnóstico de crise "terminal e apocalíptica". (Sophia Santos / STF)

BRASIL – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino defendeu, nesta terça-feira (11), a necessidade de reformas para aperfeiçoar o Judiciário, mas afirmou que o sistema não enfrenta uma crise "terminal e apocalíptica". A declaração foi publicada nas redes sociais em homenagem ao Dia do Advogado.

Dino reconheceu a existência de problemas no sistema de Justiça e afirmou que mudanças são necessárias para melhorar a prestação dos serviços à população. Segundo ele, o discurso sobre uma crise generalizada no Judiciário pode estar relacionado a interesses políticos, ideológicos e econômicos.

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"Claro que há pontos negativos em tais instituições, porém é falso que existe uma 'crise' terminal e apocalíptica no mundo do direito, mormente no Judiciário", afirmou Dino.

Na publicação, o ministro também citou os principais pontos que considera prioritários para uma reforma no setor. Entre eles estão a demora na tramitação dos processos, casos de corrupção, o uso da inteligência artificial e a comercialização de decisões judiciais.

Pontos citados por Dino

  • morosidade nos processos;
  • punição para profissionais corruptos;
  • uso e abuso da inteligência artificial;
  • precatórios fabricados e utilizados para crimes;
  • manutenção de fundos para lavagem de dinheiro;
  • compra e venda de decisões judiciais.

Proposta de reforma

Em abril, Flávio Dino já havia apresentado uma proposta de reforma do Poder Judiciário estruturada em 15 eixos. Entre as medidas sugeridas estão o aumento das penas para casos de corrupção envolvendo juízes e procuradores e a criação de limites para o uso de inteligência artificial nos tribunais.

A proposta foi apresentada em um período de críticas à atuação do STF, em meio aos desdobramentos das investigações relacionadas ao caso Master e às discussões sobre o pagamento de verbas extras a magistrados.

O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, também criou grupos de trabalho no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para discutir mudanças no sistema de Justiça e revisar regras relacionadas à remuneração da magistratura.

A previsão é que as propostas elaboradas pelos grupos sejam apresentadas formalmente até o fim deste ano.

Dino, por sua vez, afirmou que a existência de problemas não significa que o Judiciário esteja diante de uma crise institucional sem solução. Para o ministro, o caminho deve ser a adoção de medidas capazes de corrigir falhas e modernizar o funcionamento da Justiça.

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