ALERTA SANITÁRIO

Anvisa proíbe venda e apreende 'Ozempic Natural' e lote falsificado de Nebido

Medida atinge unidades identificadas com o lote KT0S5T4, que não foi reconhecido pela empresa responsável pelo registro do medicamento.

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Medida atinge unidades identificadas com o lote KT0S5T4, que não foi reconhecido pela empresa responsável pelo registro do medicamento. (Foto: Ascom/Anvisa)

BRASIL - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a comercialização, a distribuição e o uso de unidades falsificadas do medicamento Nebido. A medida atinge os produtos identificados com o lote KT0S5T4.

A determinação consta na Resolução-RE nº 3.055, de 4 de agosto de 2026, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (6). A norma também impede a fabricação, a importação e a divulgação das unidades pertencentes ao lote irregular.

Lote não foi reconhecido pela empresa

A decisão foi adotada após a Grünenthal do Brasil Farmacêutica Ltda., detentora do registro do Nebido no país, informar que não reconhece o lote KT0S5T4 como original.

Segundo a empresa, o lote não foi produzido para o mercado brasileiro nem para outros países onde o medicamento é comercializado. A ausência de reconhecimento indica que as unidades encontradas no mercado são falsificadas.

O Nebido é um medicamento injetável de longa duração que contém undecilato de testosterona. O produto é indicado para a terapia de reposição hormonal em homens com hipogonadismo, condição caracterizada pela produção insuficiente de testosterona.

Orientação aos consumidores

Pessoas que encontrarem uma unidade do Nebido com o lote KT0S5T4 não devem utilizar o medicamento. A orientação é entrar em contato com a empresa responsável pelo registro para verificar a autenticidade do produto.

A Anvisa também recomenda que medicamentos sejam adquiridos apenas em estabelecimentos regularizados, dentro da embalagem original e com emissão de nota fiscal. Suspeitas de falsificação podem ser comunicadas à agência por profissionais de saúde, por meio do sistema Notivisa, ou por consumidores, pela plataforma FalaBR.

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