BRASIL – O Democracia Cristã (DC) oficializou nesta quarta-feira (5) Clariana Barão como candidata do DC à Presidência da República durante convenção realizada em São Paulo. Advogada e natural de Mato Grosso, Clariana disputará as eleições de 2026 ao lado da também advogada Fabiana Torquato, escolhida como candidata a vice-presidente em uma chapa formada exclusivamente por mulheres.
A oficialização marca um momento inédito para o partido. Pela primeira vez desde sua fundação, em 1995, o Democracia Cristã não terá José Maria Eymael como candidato à Presidência da República.
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Clariana Barão defenderá políticas voltadas às mulheres
Segundo a campanha, Clariana Barão, candidata do DC, possui atuação voltada à defesa de causas sociais, especialmente dos direitos das mulheres. Entre as principais propostas está o fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência doméstica.
O plano prevê ações integradas, como:
- ampliação da rede de acolhimento às vítimas;
- incentivo à autonomia financeira das mulheres;
- assistência jurídica especializada;
- investimentos em prevenção da violência.
Ao comentar uma das prioridades da candidatura, Clariana afirmou:
"Nenhuma mulher deveria enfrentar a violência sozinha. Precisamos fortalecer a rede de proteção, ampliar o acolhimento e investir em prevenção para romper esse ciclo que ainda atinge milhares de brasileiras."
A advogada também presidiu a Comissão de Solidariedade e Assistência Social da OAB de Várzea Grande, em Mato Grosso.
Fabiana Torquato será candidata a vice-presidente
A chapa presidencial do Democracia Cristã será completada pela advogada Fabiana Torquato.
Especialista em regularização fundiária, ela possui experiência na administração pública do Distrito Federal. Entre os cargos ocupados estão:
- diretora de Regularização Rural da Terracap;
- superintendente do Patrimônio da União no Distrito Federal.
DC mudou de estratégia antes de oficializar candidatura
A escolha de Clariana Barão como candidata do DC ocorreu após mudanças nos planos eleitorais da legenda.
Inicialmente, o partido pretendia lançar o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa à Presidência. De acordo com o presidente nacional do DC, João Caldas, Barbosa desistiu da candidatura porque a legenda não conseguiu atender às condições consideradas necessárias para uma campanha competitiva, como tempo de propaganda eleitoral e acesso ao fundo eleitoral.
Antes disso, o Democracia Cristã também havia anunciado a pré-candidatura do ex-ministro Aldo Rebelo, que igualmente não foi levada adiante.
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