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PF tentou evitar que investigação de Lulinha fosse para André Mendonça

Polícia Federal defendeu sorteio do caso por entender que nova apuração não tinha relação com investigações já relatadas pelo ministro no STF.

Ipolítica, com informações de O Globo

PF tentou impedir que investigação de Lulinha fosse distribuída por prevenção a André Mendonça, mas sorteio manteve ministro na relatoria. (Fellipe Sampaio / STF)

BRASIL – A Polícia Federal (PF) tentou impedir que a nova investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, fosse distribuída por prevenção ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A corporação argumentou que a apuração trata de fatos distintos dos investigados na Operação Sem Desconto e, por isso, deveria ser distribuída por sorteio entre os ministros da Corte.

Apesar do pedido, o sorteio eletrônico realizado pelo STF acabou definindo o próprio André Mendonça como relator do caso. Na quinta-feira (30), o ministro autorizou a abertura do inquérito solicitado pela PF.

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PF e PGR defenderam sorteio

O pedido de investigação foi encaminhado ao STF em 24 de julho. A Polícia Federal pretende apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo Lulinha por suposto favorecimento ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".

Durante o recesso do Judiciário, o então presidente em exercício da Corte, ministro Alexandre de Moraes, solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para avaliar se havia conexão entre a nova investigação e os inquéritos já conduzidos por André Mendonça.

Em parecer enviado no dia 27 de julho, a PGR concordou com a posição da PF e afirmou que os fatos investigados eram distintos daqueles relacionados ao esquema de fraudes em descontos de aposentados e pensionistas, defendendo a livre distribuição do procedimento.

Sorteio manteve o caso com Mendonça

Com base na manifestação da PGR, Alexandre de Moraes determinou que o processo fosse distribuído por sorteio. No entanto, o sistema eletrônico definiu André Mendonça como relator da investigação.

Segundo a reportagem de O Globo, integrantes do STF interpretaram a manifestação da Polícia Federal como uma tentativa de evitar que o ministro conduzisse o caso. O episódio teria ampliado o desgaste entre o gabinete de Mendonça e a PF, que já acumulavam divergências em investigações envolvendo o Banco Master e a Operação Sem Desconto.

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