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Moraes marca depoimento de Flávio Bolsonaro em investigação por calúnia

Senador Flávio Bolsonaro deverá prestar depoimento à PF em 28 de julho em investigação sobre postagem que atribuiu crimes ao presidente Lula

Ipolítica, com informações do g1

Moraes marcou para 28 de julho o depoimento de Flávio Bolsonaro à PF em investigação sobre suposta calúnia contra Lula. (Reprodução/TV Globo)

BRASÍLIA – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, marcou para o dia 28 de julho, às 14h, o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Polícia Federal (PF) na investigação que apura uma suspeita de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A apuração foi aberta após uma publicação feita por Flávio na rede social X, em 3 de janeiro de 2026, na qual o senador atribuiu ao presidente crimes como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e fraudes eleitorais.

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Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou favoravelmente à oitiva do parlamentar.

Moraes marca depoimento

Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que solicitou à defesa de Flávio Bolsonaro a indicação de data e horário para a oitiva, mas que, após o prazo concedido, os advogados apenas pediram a renovação do prazo e a disponibilização de novas datas.

Segundo o ministro, a defesa não apresentou documentos que comprovassem a impossibilidade de comparecimento do senador nas datas inicialmente oferecidas.

Por isso, Moraes definiu o dia 28 de julho para o depoimento, a fim de garantir o regular prosseguimento das investigações.

Investigação da PF

A Polícia Federal sustenta que Flávio Bolsonaro fez uma falsa imputação de crimes ao presidente Lula na publicação investigada.

Em abril deste ano, Moraes determinou a abertura do inquérito após pedido da PF com parecer favorável da PGR. Concluída a investigação policial, o relatório foi encaminhado ao Ministério Público, que defendeu a realização da oitiva do senador.

Postagem de Flávio Bolsonaro

Na publicação, Flávio Bolsonaro associou imagens de Lula ao ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e afirmou que o presidente brasileiro "será delatado".

Na sequência, atribuiu a Lula supostos crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas, ditaduras e fraudes em eleições.

Para a Polícia Federal, o conteúdo da postagem indica que o senador imputou falsamente esses crimes ao presidente da República, motivo pelo qual a investigação foi instaurada.

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