eleições 2026

Governo Trump planeja enviar missão ao Brasil para questionar eleições

Funcionários do Governo Trump devem vir ao país nos próximos dias para questionar as eleições brasileiras, segundo o Washington Post

Ipolítica, co informações de O Globo

Governo Trump pretende enviar funcionários ao Brasil para questionar as eleições brasileiras, segundo o Washington Post. (Foto: Ascom /)

ESTADOS UNIDOS – O governo de Donald Trump pretende enviar dois altos funcionários ao Brasil para questionar o processo eleitoral brasileiro. A informação foi publicada neste sábado pelo Washington Post, que afirma ter confirmado a viagem com quatro autoridades brasileiras e americanas.

Segundo o jornal, a missão do Departamento de Estado será formada por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente, ambos nomeados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os dois devem desembarcar no Brasil nos próximos dias.

Clique aqui para seguir o canal do Imirante no WhatsApp 

O Departamento de Estado confirmou que os representantes visitarão o país, mas não informou qual será o objetivo da agenda. Barnes e Samson não responderam aos questionamentos do jornal.

Missão do governo Trump

De acordo com o Washington Post, dois diplomatas brasileiros classificaram a visita como uma "manobra" do governo Trump e afirmaram que pretendem impedir a entrada dos representantes no país.

Segundo eles, há suspeitas de que os funcionários se reúnam com críticos do sistema eleitoral brasileiro e elaborem relatórios que possam ser usados futuramente para questionar o processo de votação.

Também sob condição de anonimato, funcionários do Departamento de Estado ouvidos pelo jornal criticaram a iniciativa. Um deles afirmou que utilizar a estrutura diplomática dos Estados Unidos para contestar eleições de outros países é prejudicial à democracia.

Declarações de Flávio Bolsonaro

A divulgação da viagem ocorre na mesma semana em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu a representantes diplomáticos estrangeiros que enviem observadores internacionais para acompanhar as eleições brasileiras.

Durante o evento "Debatendo o Brasil", organizado pelo site The Brazilian Report e pela agência Novo Selo Comunicação, o parlamentar citou documentos da CIA divulgados pela gestão Trump e voltou a levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas.

Ao discursar, Flávio mencionou a empresa venezuelana Smartmatic e afirmou, de forma incorreta, que equipamentos utilizados nas eleições brasileiras teriam a mesma origem da companhia.

TSE rebate informação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) voltou a negar qualquer relação entre as urnas eletrônicas brasileiras e a empresa venezuelana Smartmatic.

Segundo a Corte, a empresa nunca forneceu equipamentos para as eleições brasileiras. O tribunal afirma que as urnas foram desenvolvidas por técnicos da Justiça Eleitoral e são produzidas por empresas contratadas por meio de licitação pública.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.