BRASIL – O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema critica postura de Lula diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Durante agenda em Porto Alegre, nesta sexta-feira (24), o governador de Minas Gerais afirmou que o governo federal agiu de forma passiva na condução das relações comerciais com os norte-americanos.
A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Guaíba. Em seguida, Zema participou de reunião com empresários da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS).
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Zema critica condução diplomática do governo
Ao comentar as tarifas aplicadas pelo governo do presidente Donald Trump, Zema afirmou que o governo brasileiro adotou uma estratégia equivocada na relação com os Estados Unidos.
Segundo o pré-candidato, o país deveria fortalecer o diálogo com um dos seus principais parceiros comerciais.
"O que o Lula fez foi o contrário do que deveria fazer para atender bem um parceiro comercial", afirmou.
Para Zema, a aproximação do governo brasileiro com países como Venezuela, Cuba e Irã, além das críticas ao uso do dólar, contribuiu para o desgaste da relação com os Estados Unidos.
"O Brasil está ficando cada vez mais dependente da China. Isso não é bom", declarou.
Novas tarifas sobre produtos brasileiros
As declarações ocorreram no mesmo dia em que entrou em vigor uma nova tarifa de 12,5% sobre diversos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos.
A cobrança foi anunciada pelo governo norte-americano após investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que concluiu que o Brasil e outros países adotariam práticas comerciais consideradas desleais ao não fiscalizarem adequadamente produtos fabricados com trabalho forçado.
A nova medida foi implementada poucos dias após outra tarifa de 25% começar a valer sobre produtos brasileiros.
Propostas para Petrobras e dívida dos estados
Durante a agenda no Rio Grande do Sul, Zema também defendeu mudanças na estrutura da Petrobras como forma de ampliar a concorrência no setor de combustíveis.
Segundo ele, a proposta não prevê uma privatização convencional da estatal.
"Nós vamos fatiar a Petrobras para que haja concorrência", afirmou.
O governador também manifestou apoio à renegociação da dívida do Rio Grande do Sul com a União. Ao comparar a situação do estado com a de Minas Gerais, argumentou que os juros cobrados pelo governo federal são elevados e dificultam o equilíbrio financeiro dos estados.
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