BRASIL – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (24) que o governo federal continuará adotando medidas para melhorar as contas públicas e cumprir as metas fiscais. Durante participação na Expert XP, em São Paulo, o ministro defendeu o funcionamento do arcabouço fiscal e disse que o compromisso com o ajuste será mantido.
Segundo Dario Durigan, a proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 será encaminhada ao Congresso Nacional até 31 de agosto e contemplará os programas sociais dentro dos limites orçamentários.
Clique aqui para seguir o canal do Imirante no WhatsApp
"Nós vamos seguir melhorando o fiscal custe o que custar", afirmou o ministro.
Dario Durigan defende arcabouço fiscal
Durante o evento, Dario Durigan afirmou que o governo mantém o compromisso com a trajetória de estabilização da dívida pública e citou o bloqueio de R$ 23,7 bilhões no Orçamento, anunciado no primeiro semestre, como exemplo das medidas de controle de gastos.
Segundo o ministro, o contingenciamento foi necessário diante do aumento das despesas com benefícios previdenciários e com o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O ministro também afirmou que novos programas sociais somente serão ampliados caso exista espaço fiscal para isso.
Ministro atribui inflação ao cenário internacional
Ao comentar a inflação, Dario Durigan avaliou que parte do mercado financeiro exagera ao atribuir a pressão sobre os preços à expansão das linhas de crédito promovidas pelo governo.
Na avaliação do ministro, o principal fator de pressão inflacionária neste momento é o cenário internacional, especialmente os efeitos da guerra envolvendo Estados Unidos e Irã.
Segundo Durigan, o governo tem mantido responsabilidade fiscal ao cumprir as metas estabelecidas, revisar subsídios e utilizar receitas adicionais para compensar despesas.
Governo comenta restrições às apostas esportivas
Questionado sobre o mercado de apostas esportivas, Dario Durigan afirmou que acompanha o tema com preocupação e defendeu medidas para restringir a publicidade das plataformas.
O ministro citou como exemplos:
- restrições à publicidade das casas de apostas;
- medidas para reduzir o número de apostadores;
- proibição de apostas por beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC);
- decreto da Prefeitura do Rio de Janeiro que veta publicidade de plataformas de apostas em áreas externas da cidade.
Segundo Durigan, o tratamento dado às apostas esportivas pode seguir modelo semelhante ao adotado para produtos derivados do tabaco, com limitações à divulgação publicitária.
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.