BRASÍLIA – Flávio Bolsonaro ainda não definiu quem ocupará a vaga de vice em sua chapa para a disputa presidencial. O PL tenta atrair o Republicanos ou a federação União Brasil-PP para compor a coligação, mas as duas legendas têm sinalizado que pretendem manter neutralidade no primeiro turno.
A indefinição levou a coordenação da campanha a adiar o anúncio da chapa completa. Inicialmente, a expectativa era de que a decisão fosse tomada até a convenção nacional do PL, marcada para sexta-feira (25), mas o prazo foi ampliado.
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Além de fortalecer a aliança política, o objetivo do PL é ampliar o tempo de propaganda no rádio e na televisão.
Republicanos negocia apoio
Entre os nomes cotados para a vice de Flávio Bolsonaro está Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e filiada ao Republicanos.
Integrantes da legenda admitem que há negociações com o PL, mas condicionam um eventual apoio à desistência de candidaturas do partido em alguns estados para favorecer nomes do Republicanos.
As conversas envolvem estados como Mato Grosso, Roraima, Acre e Espírito Santo, onde as duas siglas ainda tentam construir acordos para as disputas locais.
União-PP prefere independência
Nos bastidores, dirigentes da federação União Brasil-PP afirmam que a tendência é permanecer independente na disputa presidencial e concentrar esforços na eleição de grandes bancadas para a Câmara dos Deputados e o Senado.
Apesar disso, nomes como as deputadas Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE) chegaram a ser citados como possibilidades para a vice de Flávio Bolsonaro. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), também lembrada, já teria descartado a hipótese.
Segundo integrantes da federação, a coligação com o PL não é considerada vantajosa em diversos estados, especialmente onde o cenário eleitoral é mais favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Cenário nos estados
Embora a direção nacional da federação sinalize neutralidade, os diretórios estaduais deverão ter autonomia para definir alianças.
Em São Paulo, por exemplo, Flávio Bolsonaro recebeu apoio da União-PP durante a convenção que confirmou a candidatura de Guilherme Derrite (PP) ao Senado.
Já no Rio de Janeiro, o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) desistiu de integrar como vice a chapa de Douglas Ruas, apoiada por Flávio. Paralelamente, o Republicanos confirmou que lançará Anthony Garotinho como candidato ao governo do estado.
Enquanto tenta ampliar sua coligação, o PL mantém as negociações e deixou para um momento posterior a definição do nome que completará a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro.
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