acusações de assédio

STJ marca julgamento de Marco Buzzi para 6 de agosto

Sessão da Corte Especial será realizada sob sigilo para analisar PAD contra Marco Buzzi, afastado do STJ após denúncias de duas mulheres.

Ipolítica, com informações do g1

STJ marca julgamento de Marco Buzzi para 6 de agosto em processo disciplinar que apura acusações de assédio sexual e importunação. (Sergio Amaral/STJ)

BRASIL – O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, marcou para o dia 6 de agosto, às 9h, o julgamento de Marco Buzzi no Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apura acusações de assédio sexual e importunação sexual contra o magistrado. A sessão será realizada de forma presencial, no plenário da Corte, e ocorrerá sob sigilo.

Segundo a convocação assinada por Herman Benjamin, a sessão será destinada ao julgamento do processo disciplinar instaurado após denúncias apresentadas por duas mulheres. O ministro Marco Buzzi está afastado cautelarmente do cargo desde fevereiro de 2026.

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A defesa do magistrado nega todas as acusações.

Denúncias são investigadas pelo STJ

O PAD reúne relatos de duas supostas vítimas:

  • uma jovem de 18 anos, que afirmou ter sofrido importunação sexual durante uma viagem com a família à residência de Marco Buzzi, em Balneário Camboriú (SC);
  • uma ex-servidora do gabinete do ministro, que denunciou episódios reiterados de assédio sexual e importunação enquanto trabalhava no STJ.

Desde o início das investigações, os advogados de Marco Buzzi sustentam que o ministro não praticou qualquer ato ilícito e afirmam que as acusações não são acompanhadas de provas que comprovem os fatos narrados.

Sessão será realizada sob sigilo

O julgamento de Marco Buzzi ocorrerá em sessão fechada para preservar a intimidade das partes e resguardar os elementos reunidos durante a investigação administrativa.

Na fase final do processo, os ministros da Corte Especial do STJ decidirão se haverá aplicação de sanção disciplinar ao magistrado.

Entre as penalidades previstas estão:

  • aposentadoria compulsória;
  • perda do cargo.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se pela aplicação da aposentadoria compulsória.

Caso também é investigado no STF

Além do processo administrativo no STJ, Marco Buzzi também é investigado na esfera criminal.

O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, em razão do foro por prerrogativa de função do magistrado.

O afastamento cautelar de Marco Buzzi foi determinado em fevereiro deste ano, logo após o surgimento das denúncias. O julgamento marcado para 6 de agosto definirá o desfecho do processo disciplinar no âmbito do Superior Tribunal de Justiça.

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