BRASIL – A convenção nacional do PL que oficializará a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, marcada para sábado (25), deve ocorrer sem a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Embora ela ainda não tenha tomado uma decisão definitiva, dirigentes do partido e integrantes da campanha consideram improvável sua participação no evento.
A expectativa da legenda era utilizar a convenção para transmitir uma imagem de unidade do bolsonarismo no início oficial da campanha eleitoral. No entanto, o distanciamento entre Michelle e Flávio, intensificado após uma crise pública entre os dois, segue sem solução.
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Michelle ainda não confirmou presença
Segundo interlocutores da ex-primeira-dama, a decisão sobre comparecer ou não ao evento deve ser tomada apenas no próprio sábado. Reservadamente, aliados admitem que a tendência é de ausência.
Michelle e Flávio não aparecem juntos em público desde que ela divulgou um vídeo acusando o enteado de desrespeitá-la e de tentar reduzir seu espaço político dentro do bolsonarismo.
Em uma das visitas de Flávio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, quando foi divulgada uma carta em apoio à candidatura do senador, Michelle não estava na residência. Posteriormente, o ministro Alexandre de Moraes proibiu Flávio de visitar o pai por 90 dias.
Distanciamento também afeta agenda com mulheres
A ex-primeira-dama também ficou fora de um encontro promovido pela pré-campanha de Flávio com lideranças femininas, que serviu de base para o programa Brasil por Elas. A reunião reuniu representantes de partidos de direita, mas Michelle, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), não participaram.
Nos últimos anos, Michelle comandou a articulação do PL junto ao eleitorado feminino. Após deixar a presidência do PL Mulher, Flávio passou a desenvolver uma estratégia própria para esse segmento, apresentando propostas como microcrédito e vouchers para creches.
Cuidados com Bolsonaro e crise política
Oficialmente, aliados de Michelle afirmam que a possível ausência está relacionada aos cuidados com Jair Bolsonaro, que cumpre restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, incluindo limitações a visitas e encontros com finalidade político-eleitoral.
Nos bastidores do PL, porém, dirigentes avaliam que esse não é o único motivo. A percepção é de que o rompimento político e pessoal entre Michelle e Flávio continua sem solução, reduzindo as chances de uma participação da ex-primeira-dama na convenção.
Aliados do senador afirmam que a orientação da campanha é evitar que o episódio amplie o desgaste político às vésperas do início oficial da disputa eleitoral.
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