BRASÍLIA – Joaquim Barbosa desistiu, mais uma vez, de disputar a Presidência da República. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) comunicou a decisão à direção do Democracia Cristã (DC), que ainda tenta viabilizar sua candidatura antes do fim do prazo das convenções partidárias.
Segundo interlocutores, Joaquim Barbosa decidiu deixar a disputa porque as condições estabelecidas para manter a candidatura não foram atendidas. Até o momento, ele não se pronunciou publicamente sobre o recuo, e o partido continua apresentando seu nome como pré-candidato em seus canais oficiais.
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A desistência foi antecipada pelo jornal Folha de S.Paulo.
DC tenta reverter decisão
Sem alianças consolidadas, recursos financeiros e estrutura nacional de campanha, o DC enfrenta dificuldades para viabilizar uma candidatura presidencial. Ainda assim, a direção da legenda afirma que continuará trabalhando para convencer Joaquim Barbosa a permanecer na disputa.
O ex-ministro filiou-se ao partido em abril, dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. Na ocasião, sua entrada provocou divergências internas, inclusive com o então pré-candidato Aldo Rebelo.
Histórico de desistências
Primeiro negro a integrar o STF, Joaquim Barbosa permaneceu na Corte entre 2003 e 2014, período em que foi relator da Ação Penal 470, conhecida como mensalão.
Desde que deixou o Supremo, seu nome passou a ser frequentemente citado como possível candidato à Presidência. Em 2018, chegou a se filiar ao PSB com esse objetivo, mas desistiu da candidatura antes do início da campanha.
Disputa interna no partido
A saída de Joaquim Barbosa deixa o DC sem um candidato definido para a Presidência às vésperas das convenções partidárias, que seguem até 5 de agosto.
Na última semana, Aldo Rebelo afirmou que continua sendo pré-candidato da legenda e lembrou que foi substituído por Barbosa após o partido alegar baixo desempenho nas pesquisas. Expulso da sigla, ele conseguiu na Justiça uma decisão que suspendeu a medida e determinou sua reintegração, permitindo que dispute a indicação enquanto o processo tramita.
Apesar disso, o presidente nacional do DC, João Caldas, descartou uma reconciliação e afirmou que Aldo Rebelo não está entre as opções da legenda.
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