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Ministro da Fazenda descarta retaliação imediata após tarifa dos EUA

Dario Durigan afirmou que o governo prioriza o diálogo e avaliará os impactos da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros antes de adotar medidas.

Ipolítica, com informações de O Globo

Ministro da Fazenda afirma que governo não pretende retaliar os EUA e avaliará impactos da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. (Foto: Marcelo Camargo)

BRASIL – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nessa sexta-feira (17) que o governo federal não pretende adotar medidas de retaliação imediata contra os Estados Unidos após o anúncio da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo ele, a prioridade é avaliar os impactos econômicos da decisão e manter o diálogo com os setores afetados.

A declaração foi dada a jornalistas em São Paulo, em meio às discussões sobre a resposta do Brasil à medida anunciada pelo governo norte-americano.

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Governo prioriza diálogo

Durigan afirmou que a palavra "retaliação" não faz parte da estratégia do governo neste momento e destacou que qualquer decisão será tomada com cautela.

"Não cabe falar em retaliação. Retaliação é uma palavra que está fora do nosso escopo, fora do nosso trabalho", afirmou.

O ministro acrescentou que o governo pretende evitar que o tema seja tratado sob uma perspectiva político-eleitoral e ressaltou que o objetivo é preservar a estabilidade da economia brasileira.

Lei da reciprocidade poderá ser avaliada

Embora tenha descartado uma resposta imediata, Durigan lembrou que o Congresso Nacional aprovou uma legislação que prevê mecanismos de reciprocidade em casos de medidas comerciais unilaterais adotadas por outros países.

Segundo o ministro, o governo avaliará a aplicação desses instrumentos somente após analisar os efeitos da tarifa sobre os diferentes setores da economia.

Tarifa entra em vigor em 22 de julho

Os Estados Unidos anunciaram que passarão a cobrar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 22 de julho. A medida prevê uma lista de exceções que inclui itens relevantes da pauta de exportações do Brasil, como carne bovina e suco de laranja.

De acordo com o governo, técnicos continuam analisando os impactos da decisão para definir eventuais medidas, enquanto mantêm diálogo com representantes dos setores produtivos.

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