eleições 2026

Tarifaço reúne críticas e reações de pré-candidatos à Presidência

Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado e Zema comentaram o tarifaço dos EUA e apresentaram posições diferentes sobre a resposta do Brasil

Ipolítica, com informações do g1

Tarifaço dos EUA provocou reações de Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado e Zema, que adotaram posições distintas sobre a medida. (Reprodução)

BRASÍLIA – O tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre a maioria dos produtos brasileiros provocou reações dos principais pré-candidatos à Presidência da República. Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) comentaram a medida e divergiram sobre as responsabilidades e a resposta do Brasil.

A sobretaxa foi confirmada pelo governo do presidente Donald Trump após investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A cobrança entra em vigor em 22 de julho e prevê exceções para alguns produtos.

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Os Estados Unidos alegam que o Brasil adota práticas comerciais consideradas desleais em áreas como comércio digital, propriedade intelectual, meio ambiente e combate à corrupção. O governo brasileiro contesta essas acusações.

Lula anuncia reciprocidade 

O presidente e pré-candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, classificou o tarifaço como um "marco lastimável" nas relações entre Brasil e Estados Unidos e afirmou que não há justificativa para a medida.

Lula anunciou que o governo acionará a Lei de Reciprocidade Econômica e recorrerá ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O presidente também responsabilizou a família Bolsonaro pelo agravamento da disputa comercial.

Flávio Bolsonaro responsabiliza governo 

Flávio Bolsonaro responsabilizou Lula pela decisão americana e compartilhou uma publicação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que atribuiu as tarifas à condução das negociações pelo governo brasileiro.

O senador não criticou diretamente o tarifaço e afirmou que Lula "não tem mais condições de ser presidente do Brasil". Antes da confirmação das tarifas, Flávio havia defendido que a cobrança fosse adiada para depois das eleições brasileiras.

Caiado critica polarização 

Ronaldo Caiado afirmou que o tarifaço pode comprometer a competitividade da indústria, do agronegócio e dos serviços digitais brasileiros.

O pré-candidato criticou Lula por, segundo ele, não conseguir negociar com Washington e também Flávio Bolsonaro, a quem acusou de priorizar a disputa eleitoral.

Caiado defendeu que o Brasil responda às medidas por meio da Lei da Reciprocidade Econômica.

Zema condena tarifaço 

Romeu Zema condenou a decisão do governo americano e afirmou que a medida prejudica a economia brasileira e a relação histórica entre os dois países.

Ao mesmo tempo, criticou a condução das negociações pelo governo Lula, afirmando que uma atuação mais técnica poderia ter evitado o conflito comercial, embora considere que a retaliação dos Estados Unidos não se justifique.

Até então, o pré-candidato Renan Santos (Missão) não havia se manifestado sobre o tarifaço anunciado pelos Estados Unidos.

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