BRASIL – O presidente nacional do PT, Edinho Silva, voltou a sair em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) nesta quarta-feira (16). Durante o lançamento nacional dos Comitês Populares de Luta, em Salvador (BA), Edinho afirmou que o parlamentar é "motivo de orgulho para todos nós no Brasil" e elogiou sua trajetória política.
A declaração ocorre menos de um mês após Jaques Wagner ter sido alvo de mandado de busca e apreensão durante uma fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga suspeitas de atuação em favor dos interesses do Banco Master no Congresso em troca de supostas vantagens indevidas.
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Edinho reafirma apoio a Jaques Wagner
Ao discursar no evento, Edinho afirmou que a história política do senador é marcada pela honestidade e dignidade.
"Tem um homem na Bahia que é motivo de orgulho para todos nós no Brasil inteiro, e esse homem é Jaques Wagner. Ele tem história e a história dele é de dignidade e honestidade", declarou.
A manifestação reforça o posicionamento adotado pelo PT desde a operação da PF. Após a ação, o presidente da legenda e o diretório estadual do partido manifestaram apoio público ao senador.
Operação investiga relação com o Banco Master
A Operação Compliance Zero apura se Jaques Wagner teria atuado em favor dos interesses do Banco Master, de Daniel Vorcaro, no Congresso Nacional em troca de vantagens indevidas.
O senador foi alvo de busca e apreensão em 18 de junho. Até o momento, não houve condenação relacionada ao caso, que segue em investigação pela Polícia Federal.
Pesquisa aponta impacto político
Levantamento divulgado pela Genial/Quaest nesta quarta-feira mostra que:
- 43% dos entrevistados consideram o caso uma questão institucional do governo Lula;
- 35% avaliam que se trata de uma questão pessoal de Jaques Wagner;
- 22% não souberam ou não responderam.
A pesquisa também indica que:
- 61% acreditam que Jaques Wagner agiu de forma errada no caso;
- 11% afirmam que não houve irregularidade;
- 28% não souberam ou preferiram não responder.
Sobre os reflexos eleitorais, 62% dos entrevistados disseram que a investigação pode prejudicar a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 22% afirmaram que o caso não deve produzir impactos negativos.
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