BRASIL – Lideranças do agronegócio têm feito críticas reservadas à estratégia adotada pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante a crise comercial entre Brasil e Estados Unidos. Representantes do setor avaliam que o parlamentar priorizou embates ideológicos em vez de defender pautas consideradas essenciais para o campo, o que teria reduzido seu espaço junto a um segmento tradicionalmente alinhado ao bolsonarismo.
Segundo empresários e representantes ouvidos pelo jornal O Globo, a viagem de Flávio a Washington para participar da audiência pública sobre o tarifaço foi considerada "contraproducente".
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Agro cobra atuação em pautas econômicas
Embora o governo dos Estados Unidos tenha deixado fora da tarifa de 25% produtos relevantes para o agronegócio brasileiro, como carne bovina, café, pescados e parte do setor madeireiro, integrantes do agro afirmam que o episódio evidenciou a falta de protagonismo do senador em temas econômicos.
A principal cobrança é por maior atuação em pautas como a renegociação das dívidas rurais, demanda defendida por produtores e por parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
Discurso também gerou críticas
Outro ponto citado por representantes do setor foi a participação de Flávio Bolsonaro na audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), órgão responsável pela investigação comercial que embasou o tarifaço.
Na avaliação de lideranças do agronegócio, a estratégia adotada pelo senador priorizou o embate político e ideológico, em vez da defesa de interesses econômicos considerados prioritários para o setor.
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