BRASÍLIA – A bancada do PT no Senado deve confirmar, na próxima quarta-feira (8), o senador Camilo Santana (CE) como novo líder do partido na Casa. A definição ocorre após a senadora Teresa Leitão (PE) assumir a liderança do governo, abrindo a vaga no comando da bancada petista.
Segundo integrantes da legenda, há um acordo encaminhado para que o ex-ministro da Educação seja escolhido para a função durante a reunião dos senadores do partido.
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Mudança ocorre após troca na liderança do governo
A reorganização das lideranças do PT começou após a saída de Jaques Wagner (BA) da liderança do governo no Senado. O parlamentar deixou o posto na semana passada, depois da operação da Polícia Federal que investigou sua relação com o Banco Master.
Para substituí-lo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu Teresa Leitão, que até então liderava a bancada do PT. Como há um entendimento interno de que um mesmo senador não deve acumular as duas funções, foi aberta a disputa pela liderança partidária.
De acordo com Teresa Leitão, a definição deve ocorrer na próxima reunião da bancada.
"Vamos bater o martelo quarta-feira. Está se encaminhando para isso", afirmou a senadora.
Camilo foi cotado para liderar o governo
Camilo Santana chegou a ser lembrado como possível líder do governo no Senado. No entanto, prevaleceu a avaliação de que o senador precisará dedicar parte significativa do tempo às articulações políticas no Ceará com foco nas eleições de 2026.
O governo federal ainda busca construir maioria para votar propostas consideradas prioritárias no Congresso, entre elas:
- a PEC que extingue a escala de trabalho 6x1;
- a PEC da Segurança Pública;
- o projeto que regulamenta a exploração de minerais críticos.
Apesar disso, parlamentares do PT entendem que a liderança da bancada permitirá a Camilo conciliar melhor a atuação em Brasília com os compromissos políticos em seu estado.
Cenário eleitoral influenciou decisão
Nos bastidores, a avaliação é que Camilo Santana deverá intensificar sua presença no Ceará diante da disputa eleitoral de 2026.
Aliados consideram estratégico que o senador participe das articulações para manter o governo estadual sob comando do PT, diante da movimentação do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), que voltou a ser citado como possível candidato ao Palácio da Abolição.
Além disso, o próprio nome de Camilo Santana é mencionado por integrantes do partido como alternativa para disputar novamente o governo cearense, caso o cenário eleitoral se torne mais competitivo.
Nesse contexto, a liderança da bancada é vista como uma função com maior flexibilidade do que a liderança do governo, permitindo ao senador dividir sua agenda entre Brasília e o Ceará.
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