BRASÍLIA – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu nesta quinta-feira (2) às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que atribuiu à família Bolsonaro a possível imposição de uma tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em resposta, o parlamentar afirmou que Lula é "o único que quer o tarifaço" e negou defender a adoção da medida.
A troca de acusações ocorre após Flávio enviar um documento ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) pedindo que a eventual cobrança da tarifa seja adiada por 180 dias, para depois das eleições presidenciais de 2026.
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Flávio Bolsonaro responde
Em publicação na rede social X, Flávio afirmou que o governo federal não negociou com os Estados Unidos e tentou transformar o tema em um discurso político.
"Lula é o único que quer o tarifaço contra produtos brasileiros. Provocou, esbravejou, não negociou e fez lobby a favor do PCC e do Comando Vermelho para que não fossem classificados como terroristas", escreveu.
O senador também disse que defendeu o sistema de pagamentos Pix durante reunião com o presidente Donald Trump e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
Segundo Flávio, ele retornará aos Estados Unidos na próxima semana para reforçar o pedido de que as tarifas não sejam aplicadas aos produtos brasileiros.
Críticas de Lula
Mais cedo, Lula afirmou que o Brasil "não está à venda" e criticou o pedido feito por Flávio ao governo norte-americano para adiar a aplicação das tarifas.
Para o presidente, a possibilidade de novas taxas sobre produtos brasileiros tem origem em articulações da família Bolsonaro. Lula classificou a carta enviada pelo senador aos Estados Unidos como "mais uma atitude de traidores da pátria".
O presidente também afirmou que não existe justificativa para a adoção das tarifas, nem antes nem depois das eleições.
Pedido aos Estados Unidos
No documento enviado ao USTR, Flávio Bolsonaro argumenta que a aplicação imediata da tarifa pode beneficiar politicamente Lula em um ano eleitoral.
Por isso, o senador solicitou que a eventual cobrança seja adiada por 180 dias. Segundo ele, a medida evitaria prejuízos às empresas brasileiras durante o período eleitoral.
O governo brasileiro, por sua vez, tem contestado a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos e afirma que não há fundamento para a adoção de novas tarifas contra produtos do país.
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