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Sóstenes Cavalcante nega irregularidades e diz sofrer perseguição da PF

Sóstenes Cavalcante afirmou que dinheiro apreendido pela PF veio da venda de um imóvel e negou irregularidades na negociação

Ipolítica, com informações do g1

Sóstenes Cavalcante nega irregularidades em venda de imóvel e diz sofrer perseguição após nova operação da Polícia Federal. (Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

BRASÍLIA – O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira (2) que é alvo de "perseguição" da Polícia Federal (PF) e negou qualquer irregularidade na venda de um imóvel cujo pagamento, segundo ele, foi realizado em dinheiro em espécie. O parlamentar também rebateu suspeitas relacionadas ao aluguel de veículos custeados com recursos da cota parlamentar.

A manifestação ocorreu um dia após a Polícia Federal realizar uma operação para apurar se aliados do deputado forjaram documentos da negociação do imóvel com o objetivo de justificar a origem de R$ 470 mil apreendidos em um endereço utilizado por Sóstenes, em dezembro do ano passado. 

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O que diz Sóstenes Cavalcante

Em vídeo, o deputado afirma que o imóvel vendido estava declarado no Imposto de Renda e que a negociação ocorreu de forma legal.

"Eu recebi dinheiro lícito, legal, de uma venda de um imóvel declarado e também declarei essa venda no imposto deste ano. Então, é tudo transparente, tudo legal", afirmou.

Segundo Sóstenes, a operação desta semana não teve como alvo seus advogados, mas o comprador do imóvel e outras pessoas que, de acordo com a investigação, teriam participado da movimentação dos recursos.

O que investiga a PF

A Polícia Federal apura se a escritura pública do imóvel foi produzida posteriormente para conferir aparência de legalidade aos R$ 470 mil encontrados durante a operação realizada em dezembro.

De acordo com o relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a transferência oficial do imóvel ocorreu cerca de um mês após a apreensão do dinheiro, o que reforçaria a suspeita de que a documentação tenha sido formalizada apenas depois da operação policial.

Os investigadores também afirmam que um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) não identificou movimentações bancárias compatíveis com o pagamento em espécie informado na escritura.

Aluguel de veículos

Sóstenes também voltou a negar irregularidades na investigação sobre supostos desvios de recursos da cota parlamentar por meio de contratos de aluguel de veículos.

Segundo o parlamentar, o automóvel utilizado por seu gabinete existe e era usado regularmente. Para sustentar a afirmação, ele apresentou cópia do contrato de locação, além de boletins de ocorrência referentes a um assalto e a um acidente envolvendo o veículo.

Ao autorizar a operação desta quarta-feira, o ministro Flávio Dino afirmou que as investigações também apontam indícios de movimentações financeiras que podem envolver recursos públicos ligados ao parlamentar. Sóstenes, no entanto, nega qualquer irregularidade e afirma que continuará prestando esclarecimentos sobre o caso.

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