Política

Senival Moura solicita afastamento do PT após ser preso em operação

Parlamentar foi preso durante operação que investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro.

Imirante.com

Comissão de Ética do PT poderá analisar aplicação de medidas disciplinares. (Foto: André Bueno/Rede Câmara SP)

BRASÍLIA – O vereador Senival Moura, preso na última quinta-feira (25) durante uma operação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), solicitou seu afastamento da filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT). A informação foi divulgada neste sábado (27) pelo diretório municipal da legenda em São Paulo.

Segundo o partido, o parlamentar afirmou que decidiu se afastar para se dedicar à própria defesa e evitar que os fatos investigados sejam associados à sigla.

Defesa afirma que vereador confia na Justiça

Em nota, a defesa de Senival Moura disse ter recebido com "profunda indignação" a decisão que determinou a prisão temporária do vereador, realizada durante operação da Polícia Civil e do Ministério Público.

Os advogados afirmaram que o parlamentar permanece preso, mas sustenta que não praticou qualquer conduta ilícita e acredita que isso será comprovado ao longo das investigações.

Investigação apura lavagem de dinheiro

De acordo com a investigação, Senival Moura é suspeito de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC por meio da empresa de ônibus Transunião, que presta serviço de transporte coletivo na capital paulista.

A operação investiga a suposta infiltração da organização criminosa em empresas do setor de transporte público.

PT encaminhará caso à Comissão de Ética

O PT informou que acompanha o andamento das investigações e encaminhará o caso à Comissão de Ética da legenda.

Segundo o partido, o procedimento poderá resultar em medidas disciplinares, incluindo afastamento cautelar e eventual expulsão do filiado, com garantia do direito de defesa, do contraditório e do devido processo legal.

Em nota, o Diretório Municipal do PT de São Paulo afirmou ainda que não compactua com práticas ilícitas e defendeu a apuração rigorosa dos fatos pelas autoridades competentes, com respeito à legislação e às garantias constitucionais.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.