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Flávio Bolsonaro critica STF e diz que Corte "parece mais delegacia de polícia"

Pré-candidato à Presidência voltou a atacar decisões do Supremo durante evento da CNI e associou a atuação da Corte à insegurança jurídica no país.

Ipolítica, com informações de O Globo

Flávio Bolsonaro criticou o STF durante evento da CNI e afirmou que a Corte interfere no processo eleitoral e gera insegurança jurídica. (Reprodução/TV Globo)

BRASIL – O senador Flávio Bolsonaro voltou a fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (22). Durante participação em um evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria, em Brasília, o parlamentar afirmou que o STF "parece mais uma delegacia de polícia do que uma Corte Constitucional" e acusou integrantes do tribunal de interferirem no processo eleitoral.

Pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio participou do encontro "A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis", organizado pela CNI para apresentar propostas de possíveis candidatos ao Palácio do Planalto. Em seu discurso, o senador relacionou a atuação do Judiciário ao que classificou como insegurança jurídica para investidores e empresários.

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Flávio Bolsonaro associa STF à insegurança jurídica

Ao falar sobre o ambiente de negócios no país, Flávio Bolsonaro afirmou que decisões judiciais têm contrariado deliberações aprovadas pelo Congresso Nacional.

Segundo o senador, o Supremo estaria ultrapassando seus limites ao revisar decisões tomadas pelos parlamentares.

"O Supremo hoje parece mais uma delegacia de polícia do que uma Corte Constitucional", declarou.

Sem citar ministros nominalmente, o pré-candidato afirmou que integrantes da Corte tentam influenciar disputas eleitorais ao definir quem pode ou não disputar cargos públicos.

Disputa sobre IOF foi usada como exemplo

Durante a apresentação, Flávio mencionou o embate envolvendo o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para exemplificar suas críticas ao Judiciário.

O senador citou a decisão que suspendeu temporariamente os efeitos da disputa entre Executivo e Legislativo sobre o tributo, argumentando que medidas aprovadas pelo Congresso não deveriam ser revertidas por decisões individuais de ministros.

Segundo ele, situações desse tipo ampliam a percepção de insegurança jurídica no país.

Segurança pública também entrou no discurso

Embora o evento fosse voltado principalmente à discussão de propostas para a indústria, Flávio Bolsonaro dedicou parte da fala à área de segurança pública.

O senador voltou a defender medidas previstas em seu programa denominado "Brasil sem Medo", entre elas:

  • Construção de cinco novos presídios federais;
  • Classificação de facções criminosas como organizações terroristas;
  • Castração química para condenados por estupro;
  • Ampliação do combate a grupos criminosos que atuam em territórios dominados pelo crime organizado.

Durante o discurso, Flávio afirmou que pretende recuperar áreas controladas por facções e reforçar a atuação do Estado na segurança pública.

Além do senador do PL, participaram do evento o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ambos apontados como possíveis candidatos à Presidência nas eleições de 2026.

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