ELEIÇÕES 2026

Zema critica ligação de Flávio com Vorcaro e defende união da direita no segundo turno

Pré-candidato do Novo à Presidência reafirma críticas ao senador do PL, defende unidade da direita e questiona indicações de Lula ao STF.

Ipolítica, com informações do g1

Zema critica Flávio Bolsonaro por relação com Daniel Vorcaro, defende união da direita e questiona indicações de Lula ao STF. (Reprodução / TV Globo)

BRASIL – O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, voltou a criticar neste sábado (20) a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro. Durante entrevista ao podcast Cortadas do Firmino, o político também defendeu a união da direita em um eventual segundo turno das eleições de 2026 e fez críticas às indicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao comentar a polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro, Zema reafirmou declarações anteriores e disse que pessoas que se aproximam do banqueiro não merecem apoio. O caso ganhou repercussão após a divulgação de mensagens e áudios em que o senador solicita recursos para financiar o filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Segundo Zema, sua posição permanece a mesma desde que o caso veio à tona.

"O que falei, está falado. Falo que quem se aproxima de um bandido banqueiro igual esse não merece aplauso, merece repúdio", declarou.

Flávio Bolsonaro confirmou ter pedido recursos para o projeto audiovisual, mas negou qualquer irregularidade. Já Vorcaro é investigado pela Polícia Federal por suspeita de participação em um esquema bilionário de fraudes financeiras.

Zema defende união da direita

Durante a entrevista, Zema afirmou que se considera um representante da direita, mas também uma alternativa de terceira via para o eleitorado brasileiro. Apesar da disputa entre diferentes nomes do campo conservador, ele avaliou que haverá convergência em um eventual segundo turno.

O governador relatou ainda uma conversa com Jair Bolsonaro em 2023, quando informou sua intenção de disputar a Presidência da República.

Segundo Zema, o ex-presidente teria incentivado sua candidatura ao afirmar que a presença de mais nomes da direita fortaleceria o campo político.

Disputa no primeiro turno

Para o pré-candidato do Novo, a existência de diferentes candidaturas conservadoras não representa divisão política.

Entre os principais pontos defendidos por Zema estão:

  • Ampliação da representatividade da direita na disputa presidencial;
  • Construção de alianças para o segundo turno;
  • Fortalecimento de pautas econômicas liberais;
  • Críticas ao governo federal e à estrutura política de Brasília.

"O fato de existirem mais candidatos não significa divisão. A direita estará unida no segundo turno", afirmou.

Críticas às indicações de Lula para o STF

Outro tema abordado por Zema foi a composição do Supremo Tribunal Federal. O governador criticou as escolhas feitas por Lula para a Corte e defendeu critérios mais técnicos para as nomeações.

Segundo ele, o sistema público brasileiro deveria adotar princípios de meritocracia também para cargos de grande relevância institucional.

Durante a entrevista, Zema fez referência às indicações realizadas por Lula em seu terceiro mandato. Entre os nomes escolhidos pelo presidente estão o ministro Cristiano Zanin e o ministro Flávio Dino. O presidente também indicou Jorge Messias, atual advogado-geral da União, mas a nomeação acabou sendo barrada pelo Senado.

Caso Vorcaro continua no centro do debate eleitoral

A polêmica envolvendo Daniel Vorcaro segue repercutindo no cenário político nacional. Reportagem divulgada em maio revelou mensagens e áudios em que Flávio Bolsonaro trata o banqueiro como "irmão" e busca apoio financeiro para a produção do filme sobre Jair Bolsonaro.

Em resposta às críticas, o senador afirmou que buscava investidores privados para o projeto em um período em que Vorcaro mantinha relações com diversos setores políticos e empresariais.

A declaração de Zema reforça o tom de disputa entre os pré-candidatos do campo conservador, que já se movimentam para consolidar espaço na corrida presidencial de 2026, enquanto mantêm o discurso de união em uma eventual segunda etapa da eleição.

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