Operação Compliance Zero

Jaques Wagner é alvo de nova fase da Operação Compliance Zero

Polícia Federal cumpre mandados na Bahia, Distrito Federal e São Paulo em investigação sobre corrupção e lavagem de dinheiro

Ipolítica, com informações do g1

Jaques Wagner é alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades ligadas ao Banco Master. (Carlos Moura/Agência Senado)

BRASÍLIA – O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado Federal, está entre os alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (18). A investigação apura suspeitas de participação de agentes públicos em irregularidades envolvendo instituições financeiras.

Além de Jaques Wagner, a operação também tem como alvo o banqueiro Augusto Ferreira Lima, aliado de Daniel Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, instituição que teve liquidação decretada pelo Banco Central em fevereiro deste ano.

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Mandados em três estados

Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços ligados aos investigados no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia.

Também foram determinadas medidas cautelares, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaportes. A PF informou inicialmente que haveria monitoramento eletrônico, mas corrigiu posteriormente a informação.

Segundo os investigadores, os fatos apurados podem configurar os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Suspeitas investigadas

De acordo com a Polícia Federal, há suspeitas de que Jaques Wagner tenha recebido vantagens indevidas relacionadas ao esquema investigado. Os detalhes da apuração não foram divulgados oficialmente.

A assessoria do senador e as defesas dos demais investigados ainda não se pronunciaram publicamente.

Caso Master

A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e seu presidente, Daniel Vorcaro.

A primeira fase da operação foi deflagrada em novembro de 2025, após a identificação de indícios de emissão de títulos sem garantias suficientes e promessas de rentabilidade acima dos padrões de mercado. Na ocasião, Vorcaro foi preso e a PF estimou prejuízo potencial de até R$ 12 bilhões.

Ao longo das fases seguintes, as investigações passaram a incluir suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio, corrupção, espionagem, intimidação de adversários e uso indevido de informações sigilosas.

Operação ampliada

A PF também investiga aportes realizados pelo Banco de Brasília (BRB) no Banco Master e supostos repasses a agentes políticos.

Nas fases mais recentes, a operação alcançou familiares e aliados de Daniel Vorcaro, além de autoridades públicas.

Entre os investigados estão o senador Ciro Nogueira (PP-PI), suspeito de ter recebido benefícios ligados aos interesses do banco, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), em apuração relacionada a investimentos de recursos do Rioprevidência em fundos vinculados ao Banco Master.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre o material apreendido durante a nova fase da operação.

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