MOBILIDADE URBANA

Marco Legal do Transporte Público é sancionado por Lula

Nova lei cria fontes alternativas de financiamento e estabelece regras para melhorar a qualidade do transporte coletivo

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Marco Legal do Transporte Público é sancionado por Lula e amplia alternativas de financiamento para o transporte coletivo. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, com vetos, o Marco Legal do Transporte Público, legislação que busca modernizar a política de mobilidade urbana no país. Publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) neste domingo (14), a nova norma amplia as possibilidades de financiamento do transporte coletivo e estabelece parâmetros para melhorar a qualidade dos serviços oferecidos à população.

O Marco Legal do Transporte Público rompe com o modelo predominante no Brasil, em que o custeio dos sistemas de transporte dependia quase exclusivamente da tarifa paga pelos passageiros. A partir da nova legislação, estados e municípios poderão utilizar fontes alternativas de receita para subsidiar o serviço. 

Clique aqui para seguir o canal do Imirante no WhatsApp

Entre os mecanismos previstos estão recursos obtidos com publicidade, exploração comercial de espaços públicos e verbas oriundas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide Combustíveis).

Novas formas de financiamento

A nova legislação abre espaço para a ampliação de políticas de subsídio ao transporte coletivo, incluindo discussões sobre modelos de tarifa zero adotados por alguns municípios brasileiros.

A Cide Combustíveis, uma das fontes previstas na lei, é um tributo federal cobrado sobre a importação e comercialização de petróleo, gás natural, álcool combustível e derivados. Os recursos arrecadados são destinados a investimentos em infraestrutura de transportes, projetos ambientais e subsídios relacionados ao setor.

O texto também fortalece a integração física e tarifária entre diferentes modais de transporte e cria mecanismos nacionais de compartilhamento de dados para monitoramento dos sistemas de mobilidade urbana.

Critérios de qualidade

Outro ponto central do Marco Legal do Transporte Público é a definição de parâmetros mínimos de qualidade para os serviços prestados.

A legislação estabelece critérios relacionados à regularidade, pontualidade, acessibilidade, segurança, conforto e satisfação dos usuários. Além disso, prevê que a remuneração das empresas operadoras possa ser vinculada ao desempenho e à qualidade do serviço oferecido.

Segundo o governo federal, a medida busca incentivar melhorias operacionais e ampliar a eficiência dos sistemas de transporte coletivo urbano.

Vetos presidenciais

Ao sancionar a proposta, Lula vetou dispositivos que obrigavam estados e municípios a custear integralmente gratuidades e descontos tarifários com recursos próprios.

Também foram retirados trechos que vinculavam subsídios públicos à remuneração das operadoras de transporte.

De acordo com a Presidência da República, os vetos tiveram como objetivo preservar a sustentabilidade fiscal e evitar a criação de despesas sem previsão orçamentária.

Outros pontos retirados do texto tratavam da obrigatoriedade de isenção de pedágio para ônibus em rodovias estaduais e municipais, da criação de novos encargos para a União e da destinação obrigatória de parte dos recursos da Cide para áreas urbanas.

Segundo o governo, as alterações buscam garantir maior flexibilidade na gestão dos recursos públicos e preservar a autonomia de estados e municípios na administração dos sistemas de transporte.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.