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Senado aprova proteção a resgatados de trabalho escravo

Projeto garante seguro-desemprego, acolhimento social e medidas protetivas para vítimas de exploração laboral

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Senado aprova projeto que amplia a proteção a vítimas de trabalho escravo e garante acesso ao seguro-desemprego. (Saulo Cruz/Agência Senado)

BRASÍLIA – O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (9) um projeto de lei que amplia a proteção a trabalhadores resgatados de condições análogas ao trabalho escravo. A proposta estabelece medidas de assistência social, garante acesso ao seguro-desemprego e cria mecanismos de proteção para vítimas de exploração laboral.

O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

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Benefícios garantidos

Entre as mudanças aprovadas está a ampliação da proteção aos trabalhadores resgatados de trabalho escravo, que poderão receber até seis parcelas do seguro-desemprego.

A proposta também prevê o cruzamento de informações do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) para auxiliar na identificação de empregadores com vínculos considerados suspeitos.

Além disso, o projeto assegura o acolhimento emergencial das vítimas e a inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Proteção no trabalho doméstico

O texto cria medidas específicas para casos de exploração em atividades domésticas. Segundo o relator da matéria, senador Paulo Paim (PT-RS), a Justiça poderá determinar medidas protetivas quando houver indícios de violação de direitos ou submissão a condições análogas ao trabalho escravo.

Entre as medidas previstas estão o afastamento do agressor do local de convivência da vítima, a proibição de contato com familiares e testemunhas e restrições de acesso a determinados ambientes.

Também poderá ser determinado o encaminhamento da vítima e de seus dependentes para programas de proteção e acolhimento, além do acesso à rede de assistência social e psicossocial.

Fiscalização

Outro ponto da proposta autoriza auditores-fiscais do trabalho a ingressarem em residências, mediante consentimento do empregador ou do empregado, sem necessidade de autorização judicial, quando houver suspeitas de exploração trabalhista.

De acordo com Paulo Paim, a medida busca fortalecer o combate ao trabalho escravo, especialmente em situações envolvendo trabalhadores domésticos.

Segundo o senador, as alterações reconhecem que casos de exploração frequentemente envolvem relações marcadas por desigualdades sociais, econômicas e de gênero, exigindo respostas mais rápidas e efetivas do Estado.

Paim afirmou ainda que a proposta reforça a proteção aos trabalhadores domésticos e contribui para garantir condições dignas de trabalho, combatendo práticas historicamente associadas à marginalização dessa atividade profissional.

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