BRASIL - O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou, nesta quarta-feira (10), as críticas por ter utilizado um jatinho do empresário Daniel Vorcaro durante a campanha eleitoral de 2022. A declaração foi feita durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.
Segundo o parlamentar, os questionamentos sobre sua relação com Vorcaro estariam sendo usados por adversários políticos em meio aos debates sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.
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Nikolas rebate críticas na CCJ
Durante o discurso, Nikolas afirmou que deputados da base governista insistiram em associá-lo ao caso envolvendo o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro.
“A única coisa que tem para falar aqui de mim é ‘pegou voo no jatinho do Vorcaro’. Está com inveja, é? Porque quando eu peguei, ele era criminoso? Tinha alguma coisa?”, questionou o deputado.
O parlamentar também citou escândalos de corrupção do passado, afirmando que seu nome nunca esteve relacionado a investigações como as que atingiram políticos envolvidos na Operação Lava Jato.
Voos ocorreram durante a campanha presidencial
Em março deste ano, foi revelado que Nikolas Ferreira utilizou uma aeronave de Daniel Vorcaro durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022.
De acordo com informações divulgadas à época, os deslocamentos ocorreram por pelo menos nove estados e o Distrito Federal ao longo de dez dias de campanha.
Os voos fizeram parte de uma caravana liderada por Nikolas e pelo pastor Guilherme Batista, ligado à Igreja Lagoinha. O objetivo era ampliar a mobilização de eleitores em regiões onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia obtido vantagem no primeiro turno.
Caso Master segue repercutindo
As declarações de Nikolas ocorrem em meio à repercussão das investigações relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.
Durante a sessão da CCJ, deputados do PT e do PSOL afirmaram que a votação da PEC da maioridade penal estaria sendo utilizada para desviar o foco das discussões sobre o caso.
Nikolas rejeitou a associação e defendeu que o debate da proposta ocorresse sem vinculação ao tema.
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