BRASIL - A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, rebateu nesta segunda-feira (8) críticas feitas pelo pastor Silas Malafaia sobre os encontros que ela realiza com mulheres evangélicas. A declaração ocorreu durante a quarta edição do Encontro Nacional de Evangélicos do PT.
Ao comentar uma entrevista concedida por Malafaia em 2025, Janja afirmou que o líder religioso minimizou a relevância das mulheres que participaram das reuniões promovidas por ela com representantes do segmento evangélico.
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Janja rebate Silas Malafaia durante evento do PT
Durante o discurso, Janja criticou diretamente o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, aliado político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Não chamo ele de pastor. Ele teve a cara de pau de ir à rede social e falar que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele. Porque toda mulher para mim é importante”, declarou a primeira-dama.
Segundo Janja, independentemente do número de participantes, os encontros têm valor por possibilitarem o diálogo e a escuta de diferentes experiências.
“O importante é que conversei. Ouvi elas”, afirmou.
Crítica de Malafaia ocorreu em 2025
A declaração rebatida por Janja foi dada por Silas Malafaia em entrevista à coluna do jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.
Na ocasião, o pastor afirmou que as reuniões promovidas pela primeira-dama não contavam com “nenhuma mulher de expressão no mundo evangélico”.
A fala passou a ser frequentemente citada por integrantes do governo como exemplo da resistência de parte da liderança evangélica à aproximação do Palácio do Planalto com o segmento.
Aproximação com evangélicos
A fala de Janja ocorreu durante um evento organizado pelo Partido dos Trabalhadores voltado para lideranças evangélicas. O encontro reuniu dirigentes partidários, parlamentares e representantes religiosos ligados à legenda.
Desde o ano passado, a primeira-dama tem intensificado agendas voltadas ao público evangélico. Entre as iniciativas estão:
- Participação em encontros com mulheres evangélicas;
- Presença em cultos religiosos;
- Entrevistas para canais e podcasts voltados ao segmento;
- Reuniões com lideranças religiosas.
Em setembro de 2025, Janja chegou a afirmar que vivia um momento de “revelação” ao participar desses encontros e destacou que se sentia acolhida nos ambientes religiosos.
Evangélicos seguem como desafio para o governo
O fortalecimento do diálogo com o eleitorado evangélico ocorre em um contexto de crescimento contínuo desse grupo no país.
Dados do Censo apontam que os evangélicos representavam:
- 15,1% da população em 2002;
- 21,6% em 2010;
- 26,9% em 2022.
Em números absolutos, o segmento reúne cerca de 57 milhões de brasileiros.
Apesar das iniciativas de aproximação, pesquisas recentes mostram que o governo Lula ainda enfrenta elevada rejeição entre os evangélicos. Levantamento Genial/Quaest divulgado em maio indicou que 65% dos entrevistados desse grupo desaprovam a gestão federal, enquanto 30% aprovam o governo.
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