eleições 2026

Lula e Flávio Bolsonaro ainda definem palanques nos maiores colégios eleitorais

Lula e Flávio ainda articulam palanques nos oito maiores colégios eleitorais, onde estão quase 70% dos eleitores

Ipolitica, com informações do g1

Lula e Flávio Bolsonaro ainda negociam palanques nos oito maiores colégios eleitorais do país. (Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo | Evaristo Sa/AFP)

BRASÍLIA – A pouco mais de dois meses do início oficial da campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) ainda trabalham para consolidar seus palanques nos oito maiores colégios eleitorais do país.

São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará reúnem mais de 100 milhões de eleitores, o equivalente a quase 70% do eleitorado brasileiro.

Impasses de Lula

Na estratégia do presidente, os principais desafios estão em São Paulo e Minas Gerais. No maior colégio eleitoral do país, Fernando Haddad (PT) foi escolhido para disputar o governo estadual, mas a composição da chapa para o Senado ainda depende de definições envolvendo nomes como Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB).

Em Minas Gerais, a desistência do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) de disputar o governo deixou o grupo de Lula sem um nome definido para liderar o palanque no estado. Entre as alternativas discutidas estão Josué Gomes da Silva (PSB), Gabriel Azevedo (MDB), Alexandre Kalil (PDT) e Marília Campos (PT).

Além disso, a campanha petista trabalha para viabilizar um palanque duplo em Pernambuco, buscando manter diálogo tanto com a governadora Raquel Lyra (PSD) quanto com o prefeito do Recife, João Campos (PSB).

Desafios de Flávio

Pelo lado de Flávio Bolsonaro, as dificuldades se concentram principalmente na Bahia, em Pernambuco e no Ceará, estados em que Lula obteve ampla vantagem na eleição presidencial de 2022.

Na Bahia, apesar da aliança local com ACM Neto (União), o ex-prefeito ainda não declarou apoio à candidatura presidencial do senador. Em Pernambuco, a desistência do vereador Eduardo Moura (Novo) de disputar o governo reduziu as opções do grupo político.

Em Minas Gerais, Flávio também enfrenta indefinições. O governador Romeu Zema (Novo) passou a ser apontado como alternativa da direita para a Presidência, enquanto lideranças locais discutem possíveis composições para o governo estadual.

Cenário nos estados

No Rio de Janeiro, o palanque de Lula já está definido com Eduardo Paes (PSD) para o governo e Benedita da Silva para o Senado. Já o grupo de Flávio ainda busca preencher uma vaga na chapa após a desistência do ex-governador Cláudio Castro (PL) de disputar o Senado.

No Paraná e no Rio Grande do Sul, os dois campos políticos já possuem composições praticamente definidas. Enquanto isso, no Ceará, Lula conta com um cenário estável ao lado do governador Elmano de Freitas (PT), enquanto Flávio enfrenta divergências internas no campo da direita sobre a aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB).

Com a proximidade do período eleitoral, a expectativa das campanhas é concluir as negociações e consolidar os palanques que sustentarão a disputa presidencial nos principais estados do país.

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