Decisão

STF forma maioria contra lei do MA sobre gênero

Resultado fica confirmado se não houver pedido de vista ou destaque; lei do Maranhão cai com a decisão do STF.

Agência Brasil

Atualizada em 29/05/2026 às 16h56
Decisão do STF, se confirmada, derruba lei no Maranhão (Brenno Carvalho/Agência)

BRASÍLIA - A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou por derrubar lei, no Maranhão, que concede aos pais e responsáveis o direito de não permitir a participação dos filhos em aulas sobre diversidade sexual, identidade de gênero e temas correlatos.

A Defensoria Pública do Maranhão (DPE) atuou nacionalmente com o parecer técnico para a petição inicial da ADI. A DPE, posteriormente, também ingressou na ação na condição de amicus curiae, com a apresentação de memorais e sustentações orais em sessão virtual. 

Dez ministros já votaram 

Até o momento, votaram nesse sentido seis ministros dos 10 ministros: Gilmar Mendes, Alexandre de Morares, Dias Toffoli, Edson Fachin, Cristiano Zanin e Flávio Dino. O julgamento ocorre em sessão virtual até as 23h59 desta sexta-feira (29).

O resultado fica confirmado se não houver pedido de vista (mais tempo de análise) ou destaque (remessa ao plenário físico).

O relator, ministro Gilmar Mendes, disse que o Supremo já derrubou lei do Espírito Santo sobre o mesmo assunto, e que deve manter o entendimento de que cabe somente à União propor leis sobre temas envolvendo gênero, identidade de gênero e orientação sexual nas escolas.

Zanin e Dino acompanharam Mendes

Zanin e Dino acompanharam Mendes, com a ressalva de que a decisão obrigue as escolas a “assegurar a adequação pedagógica e metodológica dos conteúdos e abordagens relacionados às temáticas de gênero, identidade e orientação sexual às diferentes etapas, níveis de ensino e estágios de desenvolvimento físico, emocional e intelectual dos estudantes”.

Ainda não há maioria formada sobre se a decisão deve ou não trazer essa exigência às escolas.

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A ação direita de inconstitucionalidade (ADI) questionando a lei maranhense foi aberta por três entidades: Aliança Nacional LGBTI+, da Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas e do Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros.

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