Violência

Vigilante maranhense é morto em obra após tentar impedir furto em Minas Gerais

Leandro havia se mudado há cerca de cinco anos para Uberlândia em busca de melhores condições de vida e oportunidades de trabalho.

Imirante, com informações do g1 Triângulo

Atualizada em 27/05/2026 às 09h46
Leandro dos Santos Sales. (Foto: Reprodução/Redes Sociais) (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

UBERLÂNDIA - O vigilante Leandro dos Santos Sales, natural de Araióses, no Maranhão, foi morto durante o trabalho em um canteiro de obras no bairro Santa Mônica, em Uberlândia (MG), na madrugada desta terça-feira (26). Segundo a Polícia Militar, ele tentou impedir o furto de fios de cobre no local e acabou sendo assassinado a golpes de facão.

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Leandro havia se mudado há cerca de cinco anos para o Triângulo Mineiro em busca de melhores condições de vida e oportunidades de trabalho. Enquanto ele morava sozinho em Uberlândia, a família permaneceu no Maranhão. Abalados com a notícia, parentes agora tentam reunir recursos para transportar o corpo de volta ao estado natal, onde o vigilante será velado e enterrado ao lado da família.

“Ficamos sabendo da morte pelos irmãos do Leandro, que moram no Triângulo também. Infelizmente, uma pessoa sem coração tirou a vida do meu primo”, lamentou Antônio dos Santos, primo da vítima.

Ainda segundo familiares, Leandro era conhecido pelo jeito tranquilo e trabalhador e não tinha desentendimentos com ninguém.

“É muito triste ver nossos familiares saírem do nosso estado à procura de trabalho na cidade grande e, por crueldade de alguém sem amor, perderem a vida assim, trabalhando”, desabafou o primo.

Suspeito foi encontrado escondido em tubulação

De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 4h, na Rua Romeu Margonari. Inicialmente, os policiais foram acionados após denúncia de uma possível tentativa de furto no canteiro de obras.

Ao chegarem ao local, os militares encontraram Leandro já sem vida. Conforme as investigações iniciais, o suspeito, de 28 anos, teria invadido a obra para furtar fios de cobre, mas foi surpreendido pelo vigilante.

Os dois entraram em luta corporal e, durante a briga, o suspeito pegou um facão e atacou a vítima com vários golpes na região da face e do peito.

“O vigia, dentro das suas funções, fez a intervenção nessa subtração da fiação. Houve luta corporal e o autor do latrocínio apoderou-se de um facão e desferiu golpes na face e no peito da vítima”, afirmou o tenente da PM, Wandemberg Martins.

O Corpo de Bombeiros confirmou a morte ainda no local. A área foi isolada para o trabalho da perícia, e o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

Durante buscas no canteiro de obras, os policiais perceberam movimentação na parte superior do prédio e encontraram o suspeito escondido dentro de tubulações da construção.

Segundo a PM, ele também apresentava ferimentos causados durante a luta corporal com o vigilante. Após ser capturado, o homem foi preso em flagrante e levado para a delegacia da Polícia Civil.

O facão usado no crime foi apreendido pela perícia. Ainda conforme a polícia, o suspeito possui passagens por lesão corporal e estelionato.

Polícia investiga motivação do crime

A Polícia Civil trata o caso inicialmente como latrocínio, roubo seguido de morte. O delegado Carlos Fernandes informou que o suspeito confessou ter ido ao local dias antes para furtar fios, mas fugiu após o vigilante acionar a PM.

“Em depoimento, o suspeito confessou que havia ido à construção três dias antes para furtar fios. Na ocasião, o vigia percebeu a ação e acionou a Polícia Militar, mas ele conseguiu fugir”, explicou o delegado. Ainda segundo a investigação, o homem tentou afastar a acusação de latrocínio e alegou que voltou ao canteiro de obras para “acertar contas” com o vigilante, após ter sido impedido de cometer o primeiro furto.

Empresa lamentou a morte

Em nota, a Libri Incorporadora, responsável pela obra, lamentou a morte de Leandro e informou que está prestando apoio aos familiares. A empresa também manifestou solidariedade aos amigos e colegas de trabalho da vítima.

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