BRASIL - O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta terça-feira (26) que sua declaração sobre o encontro entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro foi retirada de contexto após repercussão nas redes sociais.
A polêmica começou depois de entrevista concedida à GloboNews, na qual Valdemar mencionou que Flávio Bolsonaro teria procurado Vorcaro para buscar recursos destinados ao filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Após a repercussão, o dirigente partidário divulgou vídeo nas redes sociais afirmando que não conversou com o senador sobre o encontro e que sua fala foi interpretada de maneira equivocada.
“Nunca falei com o Flávio sobre esse assunto”, declarou Valdemar.
Declaração gerou repercussão política
O episódio envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro provocou reações de integrantes da oposição e aliados do PL.
Perfis ligados ao PT afirmaram que Valdemar teria confirmado que o senador buscou recursos financeiros junto ao dono do Banco Master após a prisão do banqueiro.
Já o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nas redes sociais que a declaração agravou a crise envolvendo o caso.
Segundo Boulos, a fala de Valdemar indicaria que o encontro entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro teve relação com pedidos de recursos para o filme.
Valdemar publica esclarecimento
Em resposta às críticas, Valdemar publicou trecho completo da entrevista e afirmou que houve corte indevido da declaração original.
Na legenda da publicação, o presidente do PL afirmou que “tentaram recortar uma fala” e sustentou que o conteúdo completo esclarecia o contexto da entrevista.
O caso ocorre em meio às investigações relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, tema que também chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Nesta terça-feira, o ministro Alexandre de Moraes determinou prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre pedido de ampliação de investigação envolvendo Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro no caso.
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