fim da escala 6x1

Relator da PEC do fim da escala 6x1 propõe folga aos domingos e jornada de 40 horas

Texto apresentado na Câmara prevê transição gradual para o fim da escala 6x1 e redução da jornada semanal sem corte salarial

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Relator da PEC da 6x1 propõe jornada de 40 horas semanais e folga preferencial aos domingos (Reprodução)

BRASÍLIA – O deputado Léo Prates (Republicanos-BA) apresentou nessa segunda-feira (25) o relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem redução salarial.

O texto foi apresentado à comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o tema e estabelece que um dos dias de repouso semanal remunerado deverá ocorrer, preferencialmente, aos domingos.

Nova jornada

Pela proposta, a jornada máxima passaria a ser de oito horas diárias e 40 horas semanais.

O texto também garante dois dias de descanso por semana na escala 5x2.

Segundo o relatório, as novas regras começariam a valer 60 dias após a promulgação da emenda constitucional.

A proposta permite compensação de horários e redução de jornada por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Período gradual

O parecer prevê uma transição gradual para implementação da nova jornada.

Após 60 dias da promulgação da PEC, a carga semanal cairia de 44 para 42 horas.

Depois de um ano da entrada em vigor da mudança, a jornada seria reduzida para 40 horas semanais.

Durante o período de adaptação, o texto permite ampliar a duração diária do trabalho para viabilizar a distribuição da carga horária semanal, desde que haja negociação coletiva.

Segundo Léo Prates, a transição gradual reduz impactos econômicos e dá mais tempo para reorganização das empresas.

Regras especiais

O relatório prevê exceções para trabalhadores considerados “hipersuficientes”, categoria que inclui profissionais com diploma de nível superior e remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o teto do INSS.

Nesses casos, o fim da escala 6x1 dependerá de acordo coletivo ou decisão do empregador, embora a escala 5x2 permaneça obrigatória.

O relator afirmou que a medida busca enfrentar a pejotização, prática em que trabalhadores são contratados como pessoa jurídica.

Segundo ele, muitos profissionais optam por esse modelo em busca de maior flexibilidade de jornada.

A exceção não valerá para empregados públicos da administração direta e indireta.

Contratos públicos

O texto também prevê regras específicas para contratos firmados com a administração pública.

Nesses casos, a redução da jornada dependerá de aditamento contratual para garantir equilíbrio econômico-financeiro.

A adaptação deverá ocorrer no prazo máximo de 12 meses após a promulgação da emenda constitucional.

A medida alcança contratos ligados à licitações, concessões, parcerias público-privadas e outros instrumentos firmados entre o poder público e a iniciativa privada.

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