TRANSPARÊNCIA

CNJ aprova contracheque único para juízes e mira supersalários

Nova regra obriga detalhamento unificado de salários e verbas indenizatórias para ampliar fiscalização sobre pagamentos acima do teto.

Ipolítica, com informações do g1

CNJ aprova contracheque único para juízes com objetivo de ampliar transparência e evitar pagamentos acima do teto constitucional. (Reprodução)

BRASIL - O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (26), a criação do contracheque único para magistrados em todo o país. A medida busca ampliar a transparência e reforçar o controle sobre pagamentos feitos a juízes, especialmente em relação aos chamados penduricalhos salariais.

A proposta foi apresentada pelo presidente do CNJ e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Os tribunais terão prazo de 60 dias para se adequar às novas regras.

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CNJ quer evitar salários acima do teto

Com a adoção do contracheque único, cada magistrado passará a receber apenas um documento contendo todas as informações sobre salários, verbas indenizatórias e demais pagamentos.

O objetivo é facilitar a fiscalização do cumprimento do teto constitucional, atualmente fixado em R$ 46.366,19 — valor equivalente ao salário dos ministros do STF.

A resolução também proíbe folhas suplementares ou documentos separados para registrar pagamentos adicionais.

O que muda com o contracheque único

Entre as principais determinações aprovadas pelo CNJ estão:

  • emissão de um único contracheque mensal para cada magistrado;
  • proibição de documentos complementares de remuneração;
  • detalhamento padronizado de todas as verbas pagas;
  • divulgação do valor efetivamente depositado na conta do juiz;
  • proibição da criação de novas nomenclaturas para pagamentos sem autorização legal.

Segundo o CNJ, a padronização permitirá maior controle sobre pagamentos indenizatórios e facilitará auditorias internas e externas.

Fachin defende transparência no Judiciário

Durante a sessão, Edson Fachin afirmou que a transparência fortalece a credibilidade do Poder Judiciário.

A transparência não é uma ameaça ao Poder Judiciário. Mostrar à sociedade o que recebemos com clareza é a melhor forma de defender a nossa legitimidade”, declarou o ministro.

Fachin também criticou a prática de fragmentar pagamentos em diferentes folhas salariais, afirmando que isso dificulta a fiscalização do teto remuneratório.

CNMP aprova medida semelhante

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) também aprovou, nesta terça-feira, resolução semelhante para membros do Ministério Público.

A regra valerá para procuradores e promotores, que passarão a ter os pagamentos reunidos em um único contracheque mensal.

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