BRASIL - O advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após a Polícia Federal rejeitar a primeira proposta de delação premiada apresentada no âmbito da Operação Compliance Zero.
A informação foi divulgada inicialmente pelo blog da jornalista Andréia Sadi, do g1, e confirmada pelo jornal O Globo. Segundo o criminalista, a saída ocorreu em “comum acordo”.
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A mudança na defesa acontece em meio ao avanço das investigações sobre o suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e à pressão por novas provas para viabilizar um eventual acordo de colaboração premiada.
PF e PGR consideraram delação insuficiente
Segundo a reportagem, tanto a Polícia Federal quanto integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliaram que o material entregue pela defesa de Daniel Vorcaro apresentou menos informações do que os investigadores já haviam obtido por meio de celulares e documentos apreendidos.
Apesar da rejeição inicial, a defesa recebeu nova oportunidade para complementar os relatos e apresentar elementos adicionais relacionados às suspeitas investigadas.
A Operação Compliance Zero apura supostas fraudes financeiras que teriam causado prejuízo estimado em R$ 50 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Daniel Vorcaro perdeu regalias na PF
Nos últimos dias, Vorcaro também perdeu benefícios que mantinha na carceragem da Polícia Federal, em Brasília.
De acordo com a reportagem, o banqueiro foi transferido de uma sala de Estado Maior para uma cela comum da superintendência da corporação, fato que teria provocado irritação do investigado.
Enquanto as negociações sobre a delação avançavam, as investigações passaram a atingir familiares do empresário.
O pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, está preso desde o dia 14 de maio em uma penitenciária de Minas Gerais.
Defesa seguirá com advogado mineiro
Mesmo com a saída de José Luis Oliveira Lima, Daniel Vorcaro continuará sendo representado pelo advogado mineiro Sérgio Leonardo, apontado como profissional próximo do banqueiro há décadas.
Segundo a publicação, ele tem sido o responsável pelas visitas mais frequentes ao empresário na carceragem da Polícia Federal.
José Luis Oliveira Lima atuou em casos de grande repercussão nacional, incluindo processos da Operação Lava Jato e ações relacionadas à investigação da tentativa de golpe de Estado.
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