penduricalhos

Entidades de juízes pedem ao STF reajuste do teto e flexibilização de penduricalhos

Associações da magistratura e o MPF pediram que o STF reajuste o teto do funcionalismo e flexibilize limites impostos aos penduricalhos.

Ipolítica, com informações do g1

Entidades de juízes pedem ao STF reajuste do teto do funcionalismo e flexibilização das regras sobre penduricalhos. ((Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo))

BRASIL – Entidades da magistratura e o Ministério Público Federal (MPF) pediram ao Supremo Tribunal Federal que reveja pontos da decisão que limitou o pagamento de penduricalhos no Judiciário e no Ministério Público.

Os recursos apresentados solicitam que a Corte encaminhe ao Congresso Nacional um projeto para reajustar o teto do funcionalismo público e flexibilize a trava criada para pagamentos extras acima do salário.

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Entidades defendem reajuste do teto do funcionalismo

A principal manifestação foi apresentada pela Associação dos Juízes Federais do Brasil, que argumenta que ministros do STF reconheceram, durante o julgamento realizado em março, a defasagem do teto salarial da magistratura.

Atualmente, o teto do funcionalismo corresponde ao salário dos ministros do STF, fixado em R$ 46,3 mil.

Segundo levantamento citado pela associação, uma correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) elevaria o valor para cerca de R$ 71,5 mil.

No recurso, a Ajufe afirma que o STF não se comprometeu a enviar proposta legislativa para atualizar os salários da magistratura.

STF limitou pagamento de penduricalhos

Em março, o STF definiu regras para restringir o pagamento de verbas indenizatórias e penduricalhos acima do teto constitucional.

Pela decisão unânime dos ministros, os pagamentos extras não podem ultrapassar 70% do salário mensal.

O limite ficou dividido da seguinte forma:

  • até 35% para adicional por tempo de serviço;
  • outros 35% para verbas indenizatórias e gratificações.

Entre os pagamentos permitidos dentro desse percentual estão:

  • diárias;
  • ajuda de custo;
  • auxílio por mudança de domicílio;
  • indenização de férias não gozadas;
  • gratificação por acúmulo de jurisdição;
  • pagamentos retroativos anteriores a fevereiro de 2026.

Associações pedem flexibilização das regras

As entidades da magistratura e o MPF também pedem que algumas verbas fiquem fora da trava estabelecida pelo STF.

Entre os pontos defendidos estão:

  • pagamento de auxílio-alimentação;
  • auxílio-moradia;
  • auxílio-saúde;
  • indenizações de férias;
  • diárias e ajudas de custo.

Segundo as associações, esses valores possuem natureza ressarcitória e não deveriam entrar no cálculo do limite de 70%.

O pedido também inclui a criação de um plano nacional para pagamento de passivos funcionais reconhecidos administrativamente antes das novas regras definidas pelo STF.

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