BRASIL - A operação da Polícia Federal que teve o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), como alvo nesta sexta-feira (15) aumentou a pressão interna no Partido Liberal para buscar um novo nome para a disputa ao Senado nas eleições de 2026.
Segundo aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a situação política de Cláudio Castro passou a ser considerada “insustentável” após a nova ofensiva da PF. Integrantes do partido admitem que o PL já discute, de forma reservada, cenários sem o ex-governador na chapa da direita no Rio de Janeiro.
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Operação da PF amplia desgaste de Cláudio Castro
A avaliação dentro do partido é que a operação agravou um cenário que já vinha se deteriorando desde março, quando Cláudio Castro foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na ocasião, o ex-governador foi condenado por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Antes da conclusão do julgamento, Castro renunciou ao cargo numa tentativa de evitar a cassação formal do mandato, mas acabou condenado à inelegibilidade.
Mesmo após a decisão do TSE, o PL manteve publicamente apoio ao ex-governador. Nos bastidores, porém, dirigentes passaram a demonstrar preocupação com o risco de lançar um candidato ao Senado que possa ter os votos anulados pela Justiça Eleitoral.
PL avalia substituto para disputa ao Senado
De acordo com relatos publicados pelo jornal O Globo, lideranças do PL avaliam que os recursos apresentados por Cláudio Castro ao TSE têm poucas chances de alterar a condenação.
Com a nova investigação da Polícia Federal, a percepção de desgaste político aumentou entre integrantes da legenda.
Questionado sobre a operação, Flávio Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que ainda não conhecia detalhes da investigação.
“Eu ouvi a notícia, mas ainda não entendi direito. Vou saber o que houve”, declarou o senador.
Inelegibilidade preocupa estratégia do PL
A situação de Cláudio Castro preocupa setores do PL por causa do impacto eleitoral da candidatura ao Senado em 2026.
Nos bastidores, dirigentes consideram que a manutenção do ex-governador na chapa pode trazer insegurança jurídica e comprometer a estratégia eleitoral da direita no Rio de Janeiro.
Apesar disso, o partido ainda não anunciou oficialmente qualquer mudança nos planos para a disputa eleitoral.
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