BRASIL - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, aguarda manifestações da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) para decidir o futuro do empresário e ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Master. A definição envolve a possibilidade de transferência para o presídio da Papuda, em Brasília, ou a concessão de prisão domiciliar.
Atualmente, Vorcaro está preso na superintendência da PF no Distrito Federal. Segundo informações divulgadas por O Globo, a PF pediu a transferência do empresário para a Papuda, enquanto a defesa solicitou prisão domiciliar após a entrega de material relacionado a uma proposta de delação premiada.
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A expectativa é que Mendonça analise os pedidos somente após o posicionamento formal da PF e da PGR.
PF questiona conteúdo apresentado por Vorcaro
De acordo com a publicação, investigadores consideraram insuficientes as informações apresentadas inicialmente por Vorcaro no material entregue à PF e à PGR nesta semana. A corporação entende que um eventual acordo de colaboração precisa trazer informações inéditas sobre as irregularidades investigadas no Banco Master.
O empresário é investigado por suposto esquema de fraudes estimado em R$ 12 bilhões envolvendo a instituição financeira.
Defesa tenta converter prisão em domiciliar
A defesa de Daniel Vorcaro tenta transformar a prisão preventiva em domiciliar após iniciar negociações para um acordo de delação premiada. O empresário foi preso pela primeira vez em novembro de 2025, quando tentava embarcar em um jatinho com destino a Dubai.
Depois de ser solto, Vorcaro voltou a ser preso em março deste ano por decisão de André Mendonça. Na ocasião, o ministro acolheu argumentos da PF de que o empresário teria atuado como líder de uma organização criminosa voltada a monitorar e intimidar pessoas ligadas ao caso Master.
Gabinete de Mendonça divulgou nota
Na quinta-feira (7), o gabinete de André Mendonça divulgou nota afirmando que o ministro não teve acesso ao conteúdo da proposta de colaboração premiada apresentada pela defesa de Vorcaro.
Segundo o comunicado, qualquer informação em sentido contrário “não reflete a realidade dos fatos”.
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